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Dólar deve voltar a subir, mas de forma moderada, diz pesquisa

Silvio Cascione

BRASILIA, 7 Mar (Reuters) - O dólar deve recuperar parte do terreno perdido recentemente para as moedas da América Latina, incluindo o real, segundo pesquisa da Reuters publicada nesta terça-feira (7).

A projeção de estrategistas de bancos e corretoras para o real e para o peso mexicano melhorou em comparação com pesquisa feita há um mês, mostrando as moedas a R$ 3,35 e 20,87 pesos por dólar em um horizonte de 12 meses, ante R$ 3,39 e 21,80 na pesquisa anterior.

Embora as estimativas indiquem uma queda de cerca de 7% dessas moedas em relação ao dólar, tanto o real quanto o peso mexicano permaneceriam mais valorizados do que nos dias imediatamente após a eleição de Donald Trump para a Casa Branca, quando havia muito mais volatilidade no mercado.
O real e o peso mexicano se valorizaram cerca de 10 por cento desde a eleição de Trump.

A perspectiva de ganho do dólar se explica pelas previsões de uma alta dos juros nos Estados Unidos e pelas promessas de Trump de aumentar o estímulo fiscal à economia.

Entretanto, fatores locais devem ajudar as moedas latino-americanas a manter pelo menos parte de seus ganhos recentes.

No Brasil, a alta das commodities e a confiança dos investidores na aprovação de reformas econômicas têm ajudado o câmbio, mesmo com a economia ainda paralisada pela pior recessão de sua história.

"A maior parte da valorização do câmbio este ano é devida a uma percepção de melhores fundamentos, talvez influenciada pela baixa vulnerabilidade do Brasil ao protecionismo americano", disse o estrategista do Rabobank Mauricio Oreng.

No México, o Banco Central tem tido um papel importante em reduzir a volatilidade, oferecendo contratos de swap para aumentar a intervenção sem queimar reservas internacionais.

Analistas também têm notado que o peso mexicano está muito desvalorizado em comparação com os fundamentos do país.

"É chocante que a taxa real de câmbio do México esteja no mesmo nível da crise dos anos 1990, o que parece insustentável e injustificável", disse Sacha Tihanyi, estrategista da TD Securities.

(Edição de Camila Moreira)

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