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Suzano quer participação relevante em papel tissue no Norte e Nordeste até o final do ano

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - A Suzano Papel e Celulose quer ter participação relevante no mercado de papel tissue nas regiões Norte e Nordeste até o final deste ano, afirmou o presidente-executivo empresa, Walter Schalka, nesta quinta-feira.

O executivo comentou durante teleconferência com jornalistas que a empresa terá condições de iniciar produção de papel tissue - geralmente utilizado para higiene e limpeza em produtos como papel toalha e higiênico - no final deste ano e precisa estar "com tudo pronto", incluindo a contratação de executivo com experiência no varejo para comandar a operação.

"Vamos começar a operar no final do ano e até lá precisamos ter tudo no lugar, executivo, marca, colocação em gôndola", disse Schalka.

O executivo não citou detalhes sobre os produtos tissue que a empresa pretende produzir ou se a empresa vai criar uma marca própria ou trabalhar em esquema de "private label", fornecendo mercadoria para marca de terceiros.

A Suzano iniciou o projeto tissue em 2015 na construção das fábricas em Mucuri (BA) e Imperatriz (MA). Na época, o mercado brasileiro de papel tissue era de 900 mil toneladas para uso domiciliar e 300 mil toneladas para uso corporativo, segundo dados da companhia.

Schalka afirmou que a capacidade de conversão de papel tissue da Suzano será de 60 mil toneladas, "mas não descartamos aumentar isso no futuro".

Segundo relatório da empresa de consultoria e engenharia Pöyry, a capacidade brasileira de produção de papel tissue era de 1,6 milhão de toneladas em 2016, com as líderes do setor sendo Mili, com 13 por cento do total, ou cerca de 200 mil toneladas; Santher, com 11 por cento; e CPMC-Melhoramentos, com 9 por cento.

Às 13:15, as ações da Suzano recuavam quase 1 por cento, enquanto o Ibovespa tinha retração de 1,6 por cento.

MERCADO DE CELULOSE

Questionado sobre a evolução dos preços no mercado de celulose, que teve reajustes mensais anunciados desde o começo do ano, Schalka afirmou que ainda é cedo para determinar se haverá uma nova elevação em junho, mas que os estoques globais "estão bastante baixos".

Além disso, "a demanda está vindo bastante forte na Ásia como um todo e não antevemos nenhuma reversão na curva de preços" da celulose, disse o executivo.

Comparado com o final do ano passado, quando o executivo chegou a comentar que a Suzano poderia reduzir sua produção de celulose este ano se as condições de câmbio e preço do insumo não remunerassem os investimentos da empresa, Schalka afirmou nesta quinta-feira que agora está "extremamente otimista".

"A demanda superou muito a nossa expectativa, além disso houve reduções não esperadas de capacidade na indústria ... O mercado apresentará volumes bastante importantes nos próximos meses e preços melhores", disse o executivo a analistas, ecoando comentários semelhantes divulgados dias antes pelas rivais Fibria, Eldorado Brasil e Klabin.

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