Transmissora de energia Taesa define novo CEO na próxima semana, dizem fontes

Por Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) - Os acionistas controladores da Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) estão prestes a definir um novo presidente para a companhia, o que deverá acontecer em uma reunião do Conselho de Administração agendada para a quarta-feira da próxima semana, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto.

A disputa pelo cargo está entre o diretor Jurídico e Regulatório da companhia, Luciano de Araújo Ferraz, e o atual presidente da Renova Energia, Carlos Figueiredo, disseram as fontes, que falaram sob a condição de anonimato porque o assunto é sigiloso.

O novo executivo irá substituir João Procópio, que deixou o cargo em maio e tem sido substituído interinamente pelo diretor técnico Marco Antonio Resende Faria.

Segundo as fontes, a escolha do sucessor de Procópo levou mais tempo que o esperado inicialmente devido a uma disputa por poder entre os acionistas da controladora da Taesa, a elétrica mineira Cemig, que tem como donos o governo do Estado de Minas Gerais, e a construtora Andrade Gutierrez.

Uma das fontes disse que o favorito para assumir a direção da Taesa é Ferraz, que contaria com o apoio do presidente do Conselho de Administração da Cemig, José Afonso Bicalho, que é também secretário da Fazenda de Minas Gerais.

Procurado, Ferraz disse que "não existe indicativo dos acionistas" quanto à sugestão de seu nome para presidir a Taesa.

Segundo o relatório anual da Taesa publicado em 17 de abril, Ferraz é alvo de denúncia do Ministério Público de Minas Gerais sob acusação de ter sido contratado irregularmente sem licitação por um município mineiro.

Ferraz não quis comentar a acusação.

Procurada, a Taesa afirmou que na pauta da reunião de seus conselheiros para a próxima semana "não comparece, até a presente data, o assunto mencionado".

A transmissora disse ainda que seus processos sucessórios "seguem os ritos de governança" e que as acusações do MP contra Ferraz estão em seu relatório anual, "em nome da transparência".

"Não há qualquer manifestação contrária dos órgãos reguladores no tocante ao teor das informações", completou a Taesa, em nota.

Carlos Figueiredo, que também é cotado para assumir a presidência da companhia, não foi encontrado para comentar.

A Cemig não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.

A Cemig detém 31,5 por cento da Taesa, enquanto o restante da companhia pertence à colombiana ISA, que anunciou em dezembro passado a aquisição de fatias na Taesa detidas pelos fundos Coliseu e Taurus.

(Reportagem adicional de Luciano Costa)

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