Acordo de comércio rejeitado por Trump pode ter continuidade no encontro Ásia-Pacífico

HANÓI, Vietnã (Reuters) - O Japão e os outros integrantes restantes da Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) decidirão neste fim de semana como reavivar o acordo comercial abandonado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Os ministros de Comércio vão conversar nos bastidores da reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) em Hanói, no Vietnã, onde o recém-nomeado representante do comércio dos EUA, Robert Lighthizer, também deve dar mais detalhes sobre os planos comerciais de Washington.

A incerteza sobre esses planos depois que Trump abandonou o acordo de comércio levou a preocupações sobre o protecionismo e fortaleceu a liderança da China na Ásia.

Cresce o apoio entre o grupo, chamado de TPP-11, para prosseguir sem os Estados Unidos, embora o comércio dentro do bloco seja somente um quarto daquele esperado com os 12 membros originais, de acordo com os dados os mais recentes.

Avançar poderia minar o crescente domínio regional da China, que não faz parte da TPP e apoia um acordo de livre comércio maior, mas menos abrangente, para a Ásia.

"Estamos atentos para ver se os ministros da TPP dizem que estão definitivamente prosseguindo, simplesmente mudando os artigos," disse o diretor-executivo do Secretariado da Apec, Alan Bollard.

"Ou se eles saem e dizem que são positivos sobre as perspectivas, mas precisam de mais discussões", disse ele à Reuters em Hanói.

(Por Matthew Tostevin)

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