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Prazo de adesão a ações coletivas nos EUA contra JBS termina nesta segunda-feira

SÃO PAULO (Reuters) - Escritórios norte-americanos de advocacia recolhiam nesta segunda-feira inscrições dos últimos interessados em se juntar a ações coletivas contra o grupo brasileiro de alimentos JBS, em pelo menos sete processos relacionados ao escândalo da operação Carne Fraca, deflagrado pela Polícia Federal em meados de março.

Os escritórios Khang & Khang; Bronstein, Gewirtz & Grossman; Levi & Korsinsky; Vincent Wong; Glancy Prongay & Murray; Lundin Law e Howard G. Smith divulgavam comunicados nesta segunda-feira lembrando investidores que compraram ações da JBS entre 2 de junho de 2015 e 17 de março deste ano para aderirem aos processos coletivos até esta segunda-feira.

A operação Carne Fraca, que apura suspeitas de pagamento de propina a agentes sanitários por frigoríficos, foi deflagrada antes da revelação na semana passada que Joesley Batista, um dos controladores da JBS, gravou conversa com o presidente Michel Temer antes de fazer acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

As ações da JBS caíam mais de 20 por cento na tarde desta segunda-feira, depois que a holding controladora da JBS, J&F, não acertou acordo de leniência com o MPF até o prazo anterior da noite de sexta-feira.

Nesta segunda-feira, a força tarefa da operação Greenfield, que apura suspeitas de irregularidades em fundos de pensão de estatais envolvendo a holding J&F, disse que negociações para acordo de leniência entre o MPF e a holding foram retomadas.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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