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Produção industrial no Brasil sobe 0,6% em abril, melhor resultado desde 2013

Rodrigo Viga Gaier e Luiz Guilherme Gerbelli

  • Fernando Donasci/UOL

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A produção industrial brasileira subiu 0,6% em abril, na comparação com o mês anterior. O resultado veio muito melhor do que o esperado, mas ainda é insuficiente para garantir que já estava havendo recuperação mais consistente da atividade no início do segundo trimestre.

Foi o melhor desempenho para abril desde 2013 e o primeiro resultado mensal positivo neste ano.

Na comparação com abril do ano passado, no entanto, a produção caiu 4,5%.

As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (2).

As expectativas em pesquisa da agência de notícias Reuters com economistas eram de estabilidade na variação mensal e de queda de 5,7% na base anual.

"Ainda não dá para dizer que começamos uma trajetória positiva de recuperação industrial. Até porque as demais comparações são negativas", afirmou o responsável pela pesquisa do IBGE, André Macedo, acrescentando que o setor está no patamar equivalente a janeiro de 2009.

Em abril, apenas a categoria de bens de consumo registrou queda, de 0,4%, na comparação com março. As categorias de bens de capital, um indicador do investimento, e intermediários registraram avanço de 1,5% e 2,1%, respectivamente.

Na análise por ramos, dos 24 pesquisados pelo IBGE, 13 tiveram avanço em abril. As principais influências positivas foram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (alta de 19,8%) e veículos automotores (avanço de 3,4%).

"Os ramos que mais cresceram agora tiveram queda forte no mês de março. É uma espécie de compensação", disse Macedo.

Na leitura anterior, por exemplo, produtos farmoquímicos e farmacêuticos recuaram 23,4% e veículos automotores perderam 6,9%.

Na véspera, foi divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores, resultado com forte expansão do setor agropecuário, mas os investimentos continuaram em queda. Neste período, a indústria teve expansão de 0,9%.

Apesar do resultado positivo, especialistas já se adiantam ao afirmar que a atividade deve voltar a perder força daqui para frente diante, entre outros, do desemprego ainda elevado e a crise política que atinge o governo do presidente Michel Temer.

(Edição de Patrícia Duarte)

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