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Correios miram plano de saúde dos empregados para voltar ao azul, diz presidente

  • Paulo Pampolin/Hype

A direção dos Correios está empenhada em reduzir custos do plano de saúde dos empregados como principal meio de voltar ao azul, após prejuízos nos últimos anos, disse nesta segunda-feira o presidente da estatal de serviço postal, Guilherme Campos.

Segundo o executivo, gastos com o plano de saúde dos empregados responderam por R$ 1,6 bilhão do prejuízo de R$ 2,1 bilhões da companhia em 2015, vieram do plano de saúde. Já no ano passado, o plano de saúde respondeu por R$ 1,8 bilhão de cerca de R$ 2 bilhões de prejuízo.

"Nosso objetivo esse ano é fechar o azul e o maior desafio é o plano de saúde dos funcionários dos Correios", disse Campos.

Medidas para redução de custos

Em abril, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, já havia alertado que medidas duras de redução de custos, especialmente no plano de assistência médica dos empregados, seriam necessárias para tentar melhorar a situação financeira da empresa.

"Desde 2016 houve um travamento do orçamento da ordem de R$ 1,5 bilhão, corte de funções de valores acrescidos nos salários, temos um programa de demissão incentivada reaberto com mais de 7 mil inscritos e um profundo enxugamento na estrutura diminuindo níveis hierárquicos", disse Campos.

A privatização dos Correios é a última hipótese estudada pelo governo e só acontecerá caso medidas como redução de custos e de cargos não sejam suficientes, disse o executivo.

"O plano de redução de custos ainda tem sido insuficiente e a privatização seria o último estágio quando nada mais der certo", afirmou Guilherme Campos a jornalistas.

Em busca de modernização e de maior competitividade, os Correios entraram no ramo de telefonia móvel pré-paga. Outra aposta da empresa é fortalecer o serviço de encomendas e o executivo pretende aproveitar a presença em todos os municípios do país para avançar no segmento.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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