Petrobras aprova nova política de preço para gás; anuncia alta de 6,7%

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras publicou nesta quarta-feira uma nova política de preços para a venda de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em botijões de até 13 kg, para uso residencial, às distribuidoras, que não terá como referência a paridade internacional, mas que garante uma margem fixa para a companhia.

O gás de cozinha era o único derivado do petróleo vendido pela empresa que ainda não tinha um modelo definido pela gestão do presidente Pedro Parente, em movimento que segue a nova política de preços de combustíveis, anunciada ao final do ano passado.

A jornalistas, o executivo afirmou nesta quarta-feira que o novo modelo foi definido com base em resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicada em 2005, no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

"A partir do momento que você tem agora previsibilidade completa para todos os combustíveis, sem dúvida nenhuma contribui para clareza maior para todos os investidores", afirmou Parente, em encontro com a imprensa nesta manhã.

A política do CNPE determina que o GLP em embalagens de até 13 kg deverão seguir preços diferenciados e inferiores aos praticados para embalagens maiores, vendidos para os seguimentos industrial e comercial.

"A política para GLP (de cozinha) segue a determinação do CNPE, ele tem que ter preço inferior aos demais e absolutamente alinhado com o Plano de Negócios. Não podemos fugir determinação do CNPE e temos que seguir o nosso planejamento estratégico", explicou Parente.

O preço final às distribuidoras será formado pela média mensal das cotações do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, acrescida de uma margem de 5 por cento.

Parente buscou dissipar a preocupação de que a mudança marcaria um retorno da intromissão do Estado nas decisões de preços da Petrobras, frisando que a empresa terá margens com a venda do insumo.

O governo federal controla a Petrobras, que durante anos foi usada como ferramenta de política econômica para controlar a inflação e aumentar o crescimento.

No caso do gás de cozinha, a Petrobras ficou sem realizar reajustes entre 2007 e 2014.

REAJUSTE

As correções de preços terão vigência a partir do dia 5 de cada mês. A exceção será este mês de junho, quando o ajuste de preços passará a ser praticado nas vendas às distribuidoras realizadas a partir do dia 8, de 6,7 por cento.

Segundo o presidente, o preço final ao consumidor pode ou não refletir o ajuste feito nas refinarias. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e revendedores.

Na composição de preços ao consumidor, a Petrobras responde por cerca de 25 por cento do valor final, outros 20 por cento são tributos e o restante do preço é composto por distribuição e revenda (55 por cento).

Caso o reajuste aplicado neste mês seja integralmente repassado aos preços ao consumidor, a companhia estima que o botijão de GLP-P13 pode subir, em média, 2,2 por cento ou 1,25 reais/botijão, isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.

Sobre os preços da gasolina e do diesel, Parente voltou a afirmar que a empresa estuda aumentar a periodicidade de reajustes, mas que não tem ainda uma decisão pronta.

(Por Luciano Costa e Marta Nogueira)

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