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Ibovespa cai com pressão de commodities; avanço de reforma trabalhista limita perdas

SÃO PAULO (Reuters) - O índice de referência da bolsa paulista operava no vermelho nesta quarta-feira, influenciado pela queda de ações atreladas a commodities, embora a aprovação do requerimento de urgência da reforma trabalhista no Senado amenize a pressão negativa.

Às 11:57, o Ibovespa caía 0,39 por cento, a 62.987 pontos. O giro financeiro era de 2,06 bilhão de reais.

Após a aprovação na noite passada do requerimento de urgência, a proposta da reforma trabalhista deve ser discutida no plenário da Casa nesta sessão e na quinta-feira, enquanto a votação é esperada para a próxima terça-feira.

Apesar disso, a cautela com o cenário político persiste, especialmente após a denúncia contra o presidente Michel Temer. Na véspera, o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) foi escolhido como relator da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN caía 1,21 por cento e PETROBRAS ON recuava 1,43 por cento, refletindo as quedas expressivas dos preços do petróleo no mercado internacional. [O/R]

- VALE PNA perdia 1,97 por cento e VALE ON tinha baixa de 2,6 por cento, em sessão de perdas para os contratos futuros do minério de ferro na China.

- BRADESCO PN cedia 0,5 por cento e ITAÚ UNIBANCO PN recuava 0,22 por cento, ajudando a pressionar o Ibovespa devido ao peso das ações dos dois maiores bancos privados na composição do índice.

- ELETROBRAS ON subia 6,5 por cento e ELETROBRAS PNB avançava 5,7 por cento, tendo no radar notícias sobre medidas que podem beneficiar a estatal. Mais cedo, a Reuters informou que o governo quer gerar recursos para alterar o regime de venda de energia de hidrelétricas mais antigas da Eletrobras, que assim poderia comercializar a produção a preços maiores no mercado de eletricidade. Além disso, reportagem do jornal O Estado de S.Paulo cita que o governo avalia apresentar ao Congresso uma proposta que vai permitir a privatização de usinas e subsidiárias da estatal.

- GOL PN, que não faz parte do Ibovespa, avançava 7,6 por cento, após a empresa divulgar dados preliminares do segundo trimestre, com estimativa de crescimento de 1,5 a 2 por cento na margem operacional ante igual período do ano passado. Os números foram considerados acima do esperado por analistas do UBS.

- VIA VAREJO UNIT subia 2,8 por cento. Como pano de fundo estava a informação de que a empresa firmou um acordo com membros da família Klein para ajustar perdas e garantias de reembolso. Segundo a equipe do BTG Pactual, o acordo poderia acelerar a venda da Via Varejo, uma vez que proporciona mais transparência quanto às responsabilidades da empresa.

(Por Flavia Bohone)

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