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PSDB quer pré-candidato ao Planalto em dezembro, diz que não precisa de cargos no governo para apoiar reformas

(Reuters) - O PSDB pretende anunciar em dezembro o pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto na eleição do ano que vem e não precisa de cargos no governo Temer para apoiar as reformas, disseram os senadores Tasso Jereissati (CE) e Aécio Neves (MG) nesta quinta-feira.

Atingido por denúncias de corrupção no âmbito da delação premiada de executivos da J&F, holding que controla a JBS, Aécio disse a jornalistas em Brasília que fez um apelo para que Tasso seguisse no comando tucano e conduzisse um processo de renovação programática e da direção partidária.

"O senador Tasso é quem hoje tem as melhores condições para conduzir a renovação do PSDB", disse Aécio a jornalistas ao lado de Tasso, após se reunir com o senador cearense.

"Vamos fazer antes do final do ano a antecipação das convenções municipais, das convenções estaduais... e até o mês de dezembro, a nossa intenção é fazer, aí sim, a convenção nacional do partido para a renovação de toda a direção do partido e para a apresentação do pré-candidato do PSDB à Presidência da República."

De acordo com Aécio, se mais de um nome se apresentar como postulante à candidatura tucana ao Palácio do Planalto, será realizada uma disputa interna no início de 2018 para definir o representante do partido no pleito.

"Em havendo mais de uma alternativa --com apoio obviamente de parcela importante do partido como determina o nosso estatuto-- a nova direção partidária conduzirá, entre fevereiro e março do ano que vem, uma consulta, que poderá ser chamada de prévias ou primárias", disse Aécio.

Candidato derrotado no segundo turno da eleição presidencial de 2014, Aécio era considerado possível candidato tucano ao Planalto até ser alvejado pela delação da JBS. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assim como o prefeito da capital paulista, João Doria, são postulantes à candidatura.

O PSDB tem se mostrado dividido em relação à permanência no governo do presidente Michel Temer, o que foi explicitado na quarta-feira com a divisão entre os tucanos na votação na Câmara dos Deputados que rejeitou denúncia de corrupção contra Temer, embora Aécio tenha minimizado o racha, afirmando que a sigla segue coesa em "questões programáticas".

Indagado se o PSDB, que tem quatro ministros, se manterá na gestão Temer, Tasso disse que "o partido não faz questão desses ministérios", ressaltando que "isso fique bem claro".

"Vamos, independente de qualquer coisa, continuar aprovando aqueles projetos que são de interesse do país. Como a reforma da Previdência..., reforma política, reforma tributária, por exemplo", disse.

"O que nós não precisamos é de cargos no governo para fazer isso. O presidente da República é livre, tem o direito, de escolher o que for melhor para o seu governo. Se ele quiser colocar ministro, tirar ministro, isso não é problema nosso. Em nada muda a nossa posição."

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)

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