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Operação de segurança no Rio mobiliza 5 mil homens e deixa 2 mortos

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Aos menos duas pessoas morreram, três foram detidas e 15 mandados de prisão foram cumpridos neste sábado numa mega operação das forças de segurança que atuam desde a semana passada no combate ao crime organizado do Rio de Janeiro, informaram autoridades nesse sábado.

A ação marcou o início da segunda fase da operação integrada com apoio das tropas militares das Forças Armadas.

A operação mobilizou quase 5 mil homens das mais diversas forças de segurança. A ação começou ainda de madrugada com o bloqueio de logradouros públicos e cercos a comunidades nas zonas norte e oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Os membros das Forças Armadas atuam com 3.600 homens e 71 veículos blindados e aeronaves. Os militares atuaram apenas no cerco às favelas e no perímetro das comunidades em apoio às polícias locais que entraram no Complexo do Lins, no morro São João, e nas comunidades da Pedreira e Chapadão, na zona norte. As equipes também estiveram no morro da Covanca, em Jacarepaguá, na zona oeste.

Essas comunidades são dominadas por traficantes de drogas que também atuam no roubo de cargas. Houve confrontos durante as ações e ao menos duas pessoas morreram. Dos 40 mandados de prisão expedidos pela Justiça, pelo menos 15 foram cumpridos, sendo que nove pessoas já estavam presas, segundo autoridades.

Os agentes ainda detiveram três pessoas em flagrante e as equipes ainda apreenderam pistolas, granadas, rádios e veículos.

As apreensões podem ser consideradas pequenas diante da mobilização de cerca de 5.000 homens . O secretário de Segurança Pública do Estado, Roberto Sá, admitiu a possibilidade de ajustes em futuras ações.

“Sempre há expectativa de se apreender o fuzil mas hoje crime não tem paiol e chance de esconder em qualquer lugar é grande. Se não for hoje será em outro dia. Não tira êxito da operação . O dia não acabou. Seremos incansáveis na busca por armamentos”, declarou ele.

"Houve mobilização grande de tropas para fazer controle de perímetro e mandado de prisão só pode ser cumprido a partir das 6 da manhã. Fica de aprendizado. Se há uma mobilização e as pessoas se escondem em outra casa já é um fator para dificultar", disse.

A movimentação de tropas de madrugada "pode ter facilitado esconderijo das pessoas, o que não significa um vazamento", acrescentou.

A operação não tem prazo para acabar e os custos da ação conjunta ainda estão sendo calculados.

Ao ser questionado sobre o baixo resultado da operação, o Ministro da Justiça, Torquato Jardim, foi sucinto. "Vamos ver até o final do dia.”

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