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Mercado piora contas e vê rombo primário extrapolando meta em 2017 e 2018

Marcela Ayres

BRASÍLIA, 10 Ago (Reuters) - O mercado passou a ver rombos primários maiores para o governo central (governo federal, Previdência Social e Banco Central) tanto neste ano quanto no ano que vem, extrapolando em ambos os casos as metas definidas pelo governo, conforme relatório Prisma Fiscal divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (10).

A nova projeção para 2017, feita a partir de dados coletados até o início de agosto, é de um deficit primário de R$ 154,841 bilhões, contra R$ 145,268 bilhões vistos antes, e bem acima da meta oficial de deficit de R$ 139 bilhões.

Para 2018, ainda segundo o Prisma Fiscal, a expectativa dos analistas para o rombo subiu a R$ 130,528 bilhões, contra R$ 129 bilhões anteriormente, cifra que correspondia exatamente à meta estabelecida para o ano que vem.

Os dados ressaltam a visão do mercado, já consolidada há tempos pelo menos para 2017, da impossibilidade de atingimento do alvo fiscal em meio à queda na arrecadação e alta nas despesas totais. Nesta quinta-feira, o presidente Michel Temer se reúne com ministros da área econômica e com líderes partidários para redefinição do rombo, que poderá ser alargado para comportar frustração de receitas.

Em relação à trajetória da dívida bruta, cuja estabilização deverá ser novamente adiada diante dos desafios fiscais, economistas pioraram suas contas para este ano a 75,9% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 75,6% antes. 

Já para 2017, a expectativa subiu a 79,06% do PIB, sobre 78,67% antes.

(Edição de Luiz Guilherme Gerbelli)

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