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Tempestade tropical Harvey pode derrubar lucro de cias aéreas

NOVA YORK (Reuters) - A tempestade tropical Harvey já causou milhares de cancelamentos de voos no Estado norte-americano do Texas e as inundações podem prejudicar a aviação regional durante o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, tirando uma boa parte dos lucros das companhias aéreas durante uma das ocasiões com maior número de viagens no ano.

Desde que chegou ao continente, a tempestade trouxe chuvas torrenciais em Houston e arredores, forçando o fechamento temporário de três aeroportos. As operações provavelmente não voltarão ao normal até quarta ou quinta-feira, mesmo no melhor cenário.

A autoridade do aeroporto de Houston não disse quando irá reabrir, mas a Administração Federal de Aviação disse que não reabrirá o aeroporto Hobby antes de quarta-feira e o aeroporto intercontinental de Houston antes de quinta-feira.

"Eles serão abertos quando as condições permitirem que operemos em segurança. Ponto final. Não vou estabelecer uma data para isso", disse o porta-voz do Sistema de Aeroportos de Houston, Bill Begley.

Isto pode significar que as interrupções durem até o fim do período de viagens do Dia do Trabalho, que deve ser ainda mais movimentado que o normal este ano.

Ainda não se sabe o impacto financeiro exato, mas mesmo pequenas tempestades podem causar perdas de milhões de dólares para as companhias aéreas.

Desde domingo, as companhias cancelaram mais de 5 mil voos que chegavam ou saíam de Houston, incluindo todos os voos marcados até quarta-feira, de acordo com o site flighware.com, que rastreia atrasos e cancelamentos de voos.

"Não há dúvida que a devastação afetando um dos maiores centros metropolitanos dos Estados Unidos e importante centro aéreo, assim como outras áreas periféricas e cidades da região, reduzirá o volume de passageiros esperado para este período", disse o vice-presidente e economista-chefe da associação setorial Airlines for America.

Procuradas no Brasil, as companhias aéreas Latam e Azul afirmaram que o fenômeno não impactou seus voos para o mercado norte-americano. A Gol repassou o assunto para sua parceira nos EUA, a Delta, que afirmou não ter enfrentado problemas, uma vez que a empresa não opera voos na região afetada.

(Por Alana Wise e David Shepardson)

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