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Maia acredita ainda ser possível entendimento sobre novo sistema eleitoral

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, afirmou que espera ser possível um entendimento nos próximos dias para que seja votada a reforma política antes do início de outubro e acredita que uma discussão sobre a eventual adoção do parlamentarismo no país precisa envolver toda a sociedade.

As discussões em torno da reforma política, com um novo sistema eleitoral e um fundo com recursos públicos para financiamento de campanhas, seguem sem consenso na Câmara dos Deputados. Maia, que ocupa interinamente a Presidência devido à viagem do presidente Michel Temer à China, argumentou que ainda há tempo para se chegar a um acordo.

“O deadline é 7 de outubro. Emenda constitucional são dois turnos e 308 deputados, mas se houver entendimento você pode suprimir as 5 sessões entre primeiro e segundo turno com aprovação pelo plenário”, disse ele a jornalistas após evento no Rio de Janeiro.

“O mais importante é ter um texto para que se possa chegar a um sistema eleitoral para 2022 consolidado, que é o distriral misto, e, para 2018 que a gente construa uma transição para a gente ir para próxima eleição com organização mínima da política brasileira”, acrescentou.

Em meio às discussões sobre a reforma política, tem havido quem defenda a adoção do parlamentarismo, como o próprio Temer. Maia, lembrou que o sistema, já foi derrotado em outras votações populares no passado e acredita que a população deverá ser consultada no futuro caso essa se opção ganhe força entre os parlamentares.

“Se tiver maioria no Congresso para se voltar a discutir esse tema acho que a gente deveria voltar a ouvir a sociedade… o importante é construir um sistema eleitoral para 2022 racional até para discutir paralamentarismo", disse. "Discutir com esse sistema (atual) e com essa composição de mais de 25 partidos não será um bom parlamentarismo.”

PREVIDÊNCIA

Maia disse acreditar ser possível o Congresso aprovar a reforma da Previdência depois da tramitação de uma esperada segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Temer.

“Sou otimista e tenho muita convicção que a gente só vai reorganizar o Estado e ter dinheiro para investimento, com credibilidade se nossas contas estiveram equilibradas”, disse. “Acho que depois da segunda (denúncia) vamos ter sim condição de aprovar reforma da previdência que sinalize aos investidores um país sério e que não vai caminhar para falência ou moratória.”

Maia disse que o fato de o Congresso não ter concluído a votação do projeto que altera as metas fiscais de 2017 e 2018 não é grave, mas a peça orçamentária para 2018, que precisa ser encaminhada ao Congresso ainda nesta quinta-feira será “genérica”.

“O orçamento hoje será um pouco mais genérico, mas a partir da próxima semana o relator já começa ajustar a peça orçamentária com a meta aprovada pelo Congresso Nacional."

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