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Justiça suspende por 15 dias assembleia de acionistas da JBS

SÃO PAULO (Reuters) - Uma assembleia de acionistas que decidiria o destino do presidente-executivo da JBS, Wesley Batista, na empresa foi suspensa nesta sexta-feira, depois que sua família, que controla a empresa de alimentos, teve recurso aceito pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Conforme decisão judicial divulgada nesta manhã, a juíza Gisele de Amaro e França ordenou a suspensão da assembleia por 15 dias, citando necessidade de apuração sobre acusações de conflito de interesse pelos controladores "a fim de possibilitar a análise da questão ao juízo arbitral".

As ações da JBS exibiam alta de 0,5 por cento, enquanto o Ibovespa mostrava valorização de 1,25 por cento.

O vice-presidente da da associação de acionistas minoritários Aidmin, Aurélio Valporto, presente na reunião dos acionistas, criticou a decisão que suspendeu a assembleia.

"É mais uma estranha decisão entre várias", disse Valporto à Reuters. "É evidente que o BNDES vai recorrer...Eles (família Batista) sabem que se não tiver voto do controlador eles estarão fora", acrescentou.

Em comunicado, a controladora da JBS, a holding J&F Investimentos, detida pela família Batista, afirmou que "lamenta que o BNDES tenha instaurado o caminho judicial em detrimento do diálogo". A empresa afirmou ainda que "acredita que a JBS tem tomado as medidas corretas no tempo correto".

(Por Ana Mano, com reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

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