Modelagem de desestatização da Eletrobras deve demorar mais que o previsto, dizem fontes

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - A modelagem da desestatização da Eletrobras deve demorar mais tempo para ser concluída do que foi inicialmente imaginado pelo governo federal, e a previsão nos bastidores é de que o desenho fique pronto somente em dezembro, disseram à Reuters três fontes do governo com conhecimento do assunto.

Na terça-feira, em teleconferência com a imprensa internacional, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que o governo estava correndo para divulgar o modelo ainda este mês.

Mas, segundo uma das três fontes ouvidas pela Reuters, que trabalha com o tema, antes de divulgar a modelagem o governo precisa ter em mãos um estudo técnico que demonstre quanto a empresa vale, os seus passivos, qual deve ser o percentual remanescente da União na empresa após a desestatização, entre outros.

"Ainda vamos decidir quem vai tocar o estudo", disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

Segundo esse interlocutor, o estudo pode ser conduzido pela própria Eletrobras, pelo BNDES ou mesmo por um banco de investimentos.

A proposta de desestatizar a companhia, uma das maiores do país, foi divulgada pelo governo do presidente Michel Temer no final de agosto, e a expectativa das autoridades é que o processo possa ser concluído até o final do primeiro semestre de 2018.

Procurado, o Ministério de Minas e Energia não respondeu imediatamente pedidos de comentários.

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