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Rússia fornecerá mais petróleo à China, aumentando disputa com sauditas

PEQUIM/MOSCOU (Reuters) - Refinarias chinesas estão se preparando para receber mais petróleo russo transportado por meio de uma rede expandida de oleodutos siberianos a partir de janeiro, provavelmente concretizando a posição da Rússia como maior fornecedora de petróleo à China em uma disputada corrida com a Arábia Saudita.

O planejado aumento no fornecimento, acertado em contratos assinados em 2013, ocorre em meio a um compromisso de produtores em reduzir a produção para apertar os mercados globais e ilustra a concorrência entre Rússia e Arábia Saudita, os maiores exportadores de petróleo do mundo, por dominância no maior importador, a China.

A Rosneft , maior produtora de petróleo da Rússia, disse que deverá fornecer em 2018, sob o acordo do governo, 30 milhões de toneladas de petróleo ESPO Blend à PetroChina <0857.HK>, ou 600 mil barris por dia, um aumento de 50 por cento ante este ano, após a conclusão do segundo oleoduto East Siberia Pacific Ocean (ESPO), que tem um impulso direto para a cidade fronteiriça chinesa de Mohe.

"A Rosneft tem recursos suficientes para fornecer sob todos seus contratos existentes, incluindo o plano de aumentar a oferta para a China em 10 milhões de toneladas no próximo ano", disse a Rosneft em nota enviada por email à Reuters nesta quinta-feira.

(Por Chen Aizhu e Olga Yagova; reportagem adicional de Florence Tan)

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