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Análise da denúncia provará abusos de quem conspirou contra a Presidência e o país, diz Temer em vídeo

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer afirmou ter a convicção de que os parlamentares vão submeter a nova denúncia contra ele a critérios "técnicos e legais" e que uma "análise crítica e desapaixonada provará os abusos dos que conspiraram contra a Presidência da República e o Brasil", em vídeo divulgado nesta sexta-feira nas redes sociais.

"A verdade prevaleceu ante o primeiro ataque a meu governo e a mim. A verdade, mais uma vez, triunfará. Tenho convicção absoluta de que a Câmara dos Deputados encerrará esses últimos episódios de uma triste página de nossa história, em que mentiras e inverdades induziram a mídia e as redes sociais nestes últimos dias. A incoerência e a falsidade foram armas do cotidiano para o extermínio de reputações", afirmou Temer no vídeo.

Sem citar nominalmente o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, autor das duas denúncias, o presidente disse que a única vacina contra o que chamou de "marcha da insensatez" é a verdade.

"E a verdade é a única arma que tenho para me defender desde o início deste processo de denúncias e que busca desestabilizar meu governo e paralisar o avanço do Brasil", destacou.

Para Temer, somente em regimes de exceção foram aceitas acusações sem provas e que hoje, hoje o país "pode estar trilhando este caminho".

CRÍTICAS CONFIRMADAS

A denúncia de Janot, apresentada na semana passada, acusa o presidente de liderar uma organização criminosa e obstrução de Justiça. A denúncia se vale de relatos feitos por vários delatores, entre eles executivos da J&F --cuja colaboração está sendo alvo de contestação-- e o empresário Lúcio Funaro --ele fechou a delação dias antes de Janot deixar o cargo.

Temer destacou que todas as críticas que fez a esse processo, desde o início dos ataques que ele diz vir sofrendo, se confirmou.

Também sem mencionar Joesley Batista e outros executivos da J&F, ele citou as reais intenções de delatores, a manipulação de mercado para "ganho de milhões", a crítica que fez ao perdão que obtiveram.

No vídeo, o presidente destaca ter cobrado o inexplicável, segundo ele, envolvimento de integrantes do gabinete de Janot nas tratativas das delações --hoje o papel do ex-procurador Marcelo Miller na delação de executivos da J&F está sendo investigado. Temer disse que há ainda "muitos fatos estranhos" que precisam ser explicados "nesta estranha delação induzida".

"Lançaram contra mim ilações, provas forjadas, denúncias ineptas produzidas em conluios com malfeitores. Mais recentemente, as mesmas mãos que tentaram tirar o país dos trilhos da recuperação e do crescimento voltam à carga. Repetem seu procedimento: vazam para a imprensa depoimentos mentirosos, sem base em fatos e nenhuma conexão com a verdade", criticou.

O presidente afirma no vídeo que, diante dos ataques que se renovam, ele quis expressar sua "indignação" e manifestar sua "profunda revolta" com a leviandade dos que deveriam agir com sobriedade.

Para Temer, graças aos áudios da conversa entre os delatores da J&F que "tentaram esconder", sabe-se que foi armado contra ele uma "conspiração de múltiplos propósitos".

"Conspiraram para deixar impunes os maiores criminosos confessos do Brasil, finalmente presos, porque sempre apontamos seus inúmeros delitos", acusou. "Queriam parar o país, comprometer a recuperação dos investimentos, impedir a retomada, cada vez mais forte, dos empregos", completou.

"Tenho orgulho de estar presidente da República pelo que pude fazer até agora. Em resumo, retirei o país da recessão mais grave de toda sua história em pouco mais de ano e quatro meses de governo. Farei muito mais até janeiro de 2019", disse.

"Mas também me orgulho de uma longa vida de muito trabalho, estudo e dedicação ao longo da qual fui advogado, professor, procurador do Estado, Presidente da Câmara e, agora, Presidente da República. Quero continuar a honrar meu nome, herança limpa que recebi de meus pais e que deixarei limpo para meus filhos, filhas, netos e netas", acrescentou.

(Por Ricardo Brito)

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