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Temer chama segunda denúncia de inepta e ataca Janot pelo Twitter

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer usou sua conta no Twitter para justificar sua agenda com quase 50 deputados nesta terça-feira, afirmando que é preciso "lidar com mais uma denúncia inepta e sem sentido proposta por associação criminosa que quis parar o país".

A segunda denúncia contra Temer foi proposta pela Procuradoria-Geral da República ainda sob o comando do ex-procurador-geral Rodrigo Janot. Procurada, a assessoria do presidente não respondeu se de fato o presidente se referia ao Ministério Público como "associação criminosa".

A denúncia acusa Temer de obstrução de Justiça e organização criminosa e ainda necessita ter processo autorizado pela Câmara dos Deputados para que possa continuar.

"O Brasil não será pautado pela irresponsabilidade e falta de compromisso de alguém que se perdeu pelas próprias ambições", escreveu Temer, em uma sequência de mensagens no Twitter.

Em nota, a Associação Nacional dos Procuradores da República rebateu as críticas de Temer e defendeu a atuação de Janot.

Assinada pelo presidente da associação, José Robalinho Cavalcanti, a nota afirma que "surpreende e é absolutamente incabível e irresponsável" se usar meios oficiais para "ofender sem qualquer base a instituição do Ministério Público Federal". Afirma ainda que os procuradores não vão se intimidar.

AGENDA

Ao justificar a agenda com quase 50 deputados, que serão recebidos em audiências separadas ou em grupos, Temer disse que é uma rotina que sempre manteve, e que o "diálogo é fundamental para a harmonia entre os Poderes".

Na lista, praticamente todos os deputados a serem recebidos são de partidos da base aliada de Temer. De acordo com fontes palacianas, como fez na primeira denúncia, o presidente vai intensificar essas conversas com parlamentares, ouvir queixas e pedidos para garantir a vitória no Congresso.

Apesar de crer que não terá dificuldades para também derrubar a segunda denúncia, o Planalto quer tentar um número de votos ainda maior que o da primeira, que foi de 263 pelo arquivamento. A intenção é justamente tentar demonstrar que essa segunda acusação é ainda mais fraca que a primeira.

Com a saída de Janot da chefia da PGR, o Planalto acredita que terá um período de trégua com a nova procuradora-geral, Raquel Dodge, escolhida por Temer para o cargo apesar de ter ficado em segundo lugar na lista tríplice na eleição interna da PGR.

Na noite de segunda-feira, Temer usou sua conta no Twitter para elogiar Dodge depois de a procuradora-geral ter pedido ao Supremo Tribunal Federal que ele seja ouvido em inquérito que investiga suspeita de corrupção na edição de um decreto sobre o sistema portuário.

Na investigação por corrupção passiva, a primeira denúncia apresentada por Janot, a Polícia Federal enviou ao presidente uma lista de perguntas por escrito, mas Temer se recusou a responder.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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