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Ibovespa fecha em leve queda após subir mais de 3% e renovar máxima na véspera

Por Flavia Bohone

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou em leve queda nesta quarta-feira, mas permaneceu no patamar dos 76 mil pontos, com investidores encontrando oportunidades para algum ajuste após a alta superior a 3 por cento na véspera, que levou o Ibovespa a atingir nova máxima histórica de fechamento.

O Ibovespa fechou em queda de 0,22 por cento, a 76.591 pontos. O giro financeiro do pregão somou 8,9 bilhões de reais.

O índice trocou de sinal algumas vezes ao longo do pregão, mas oscilou em uma margem limitada, subindo 0,31 por cento na máxima, a novo recorde intradia de 77.003 pontos, e caindo 0,44 por cento na mínima.

O cenário econômico local, que mostra sinais de início de um processo de recuperação, aliado à alta liquidez no exterior tem ajudado a manter o viés positivo para o mercado acionário brasileiro, ainda que existam ajustes pontuais.

"Hoje é um movimento normal de realização depois do desempenho muito forte de ontem... mas não é nada que possa ser visto como reversão da tendência de alta", disse o economista da Órama Investimentos Alexandre Espirito Santo.

No exterior, os investidores seguem em busca de sinalizações que possam indicar o avanço do aperto monetário nos Estados Unidos e na Europa.

Neste sentido, foi divulgado nesta manhã que o setor privado dos EUA criou 135 mil postos de trabalho em setembro, um pouco acima das expectativas dos economistas consultados pela Reuters, de 125 mil, mas ainda indicando o menor avanço desde outubro de 2016. O dado antecede os números mais amplos para o mercado de trabalho norte-americano, que serão divulgados na sexta-feira.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN caiu 2 por cento e PETROBRAS ON cedeu 1,98 por cento, em movimento de ajuste após alta expressiva da véspera, quando as ações PN avançaram 3,77 por cento. Na terça-feira, o ministro de Minas e Energia afirmou que uma eventual privatização da petrolífera "pode acontecer" no futuro, embora ele tenha posteriormente afirmado que o assunto não deve ser pauta do atual governo.

- SABESP ON recuou 0,85 por cento, tendo como pano de fundo o recente adiamento do cronograma para divulgação da segunda revisão tarifária, com o prazo para aprovação e divulgação do Relatório Circunstanciado e da Nota Técnica Final, que se encerraria nos dias 2 e 3 de outubro, estendido para 10 de outubro.

- BRADESCO PN recuou 0,65 por cento e ITAÚ UNIBANCO PN teve baixa de 0,89 por cento, após as fortes altas da véspera e ajudando a tirar fôlego do Ibovespa devido ao peso dessas ações em sua composição.

- VALE ON cedeu 0,21 por cento, anulando as altas vistas mais cedo, quando chegou a subir pouco mais de 1 por cento. A agência de classificação de risco Fitch melhorou rating da empresa de "BBB" para "BBB+", com a alteração da perspectiva de negativa para estável.

- USIMINAS PNA engatou o quarto pregão em alta e subiu 4,16 por cento, após ter avançado 9,76 por cento apenas na véspera. O papel acumulou alta de 18,84 por cento em quatro dias. A ação segue amparada nas expectativas positivas para a economia global e preços do aço. Neste mês, a XP Investimentos incluiu o papel em sua carteira recomendada, citando que as quedas vistas no fim de setembro abriram oportunidade de compra e que os últimos resultados da empresa mostram que o pior ficou para trás.

- ECORODOVIAS ON subiu 3,12 por cento, reagindo à possibilidade de expansão de rodovias sob sua administração, após o jornal O Estado de S. Paulo noticiar que a empresa fechou acordo de exclusividade para a compra da MGO Rodovias, que administra a BR-050 entre Minas Gerais e Goiás. Segundo analistas da Coinvalores, a aquisição seria bem relevante, "considerando que hoje a Ecorodovias tem 1.792 quilômetros de rodovias sob sua administração e o trecho administrado pela MGO tem 436,6 quilômetros".

- BANRISUL PNB, que não faz parte do Ibovespa, caiu 10,87 por cento, após o governo do Estado do Rio Grande do Sul informar que fará uma oferta pública de ações que envolverá "ações ordinárias até o limite da manutenção do controle acionário, bem como ações preferenciais". Segundo o analista de uma corretora nacional, o movimento frustra a expectativa por uma privatização ao aliviar o caixa de curto prazo do governo gaúcho e também tende a gerar pressão nos preços para forçar uma compra mais barata.

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