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Indústria de cimento tem nova queda de vendas em setembro

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de cimento no Brasil em setembro caíram 2,4 por cento sobre o mesmo mês de 2016 e recuaram 5 por cento ante agosto, para 4,786 milhões de toneladas, informou nesta terça-feira a associação que representa os fabricantes do insumo, Snic.

Segundo a entidade, a única região a mostrar crescimento nas vendas em setembro no comparativo anual, foi o Sul, com alta de 4 por cento, para 776 mil toneladas. No Centro-Oeste houve estabilidade, o Sudeste teve baixa de 1,9 por cento, o Nordeste registrou queda de 5,2 por cento e no Norte as vendas caíram 18,4 por cento em setembro sobre um ano antes.

"Apesar da queda, efetivamente estamos vendo recuperação, uma vez que o recuo acumulado no ano até setembro é de 7,4 por cento sendo que começamos o ano com baixa de 11,7 por cento", afirmou o presidente do Snic, Paulo Camillo Penna.

Ele afirmou que tipicamente o segundo semestre é melhor que o primeiro para as vendas do setor, diante de fatores como recursos do 13º salário e férias, que motivam o chamado "consumo formiga", de pequenas obras e reformas.

A expectativa do Snic é que as vendas de cimento em 2017 caiam entre 6 e 7 por cento se recuperando em 2018 para um fechamento estável sobre este ano, disse Penna.

"Tem recuperação, tem início de algumas obras habitacionais por conta de maturação de programas como o cartão reforma, ampliação de faixas de renda do Minha Casa Minha Vida", disse Penna.

Ele acrescentou porém, que as obras de infraestrutura e concessões, que poderiam fomentar um consumo maior de cimento, ainda não estão impactando o setor. "Tem problema fiscal sério dos governos, o que tem impedido investimentos significativos", afirmou.

Segundo dados do Snic, no final de setembro os fabricantes de cimento exibiam ociosidade de 46 por cento sobre uma capacidade total de produção de 100 milhões de toneladas. O setor acumula queda de vendas de cerca de 28 por cento desde 2014.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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