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Oi quer aprovar plano de recuperação semana que vem e avançar negociações com China Telecom, diz fonte

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Oi espera aprovar na semana que vem seu plano de recuperação judicial para avançar nas tratativas com a estatal chinesa China Telecom Corp, que estaria disposta a investir cerca de 20 bilhões de reais para se tornar futura controladora da empresa brasileira, disse à Reuters uma fonte próxima às negociações.

Segundo a fonte, a aprovação do Plano de Recuperação Judicial é condição essencial para que as tratativas com os chineses avancem.

“É uma relação de causa e consequência”, disse a fonte à Reuters.“ Fala-se em 20 bilhões para eles se tornarem controladores da Oi. Há todo interesse dos chineses na Oi e vice versa”,adicionou a fonte que pediu para não ter seu nome revelado.

Depois de muitas idas e vindas , além de adiamentos autorizados pela Justiça, a Assembléia Geral de Credores da Oi está programada para acontecer no Rio de Janeiro, no dia 10 de novembro.

“Nenhum investidor vai botar dinheiro na empresa sem saber como fica equacionada a dívida e as multas da Anatel. A multa da Anatel está evoluindo e algo novo deve ser divulgado na semana que vem”, declarou a fonte.

“A expectativa é se criar uma possibilidade dentro da legalidade, para se parcelar as multas de 11 bilhões de reais”,adicionou .

A China Telecom é considerada uma das gigantes do mundo no segmento de comunicações e com peso e recursos suficientes para reerguer a operadora brasileira que se encontra em recuperação judicial desde 2016 e acumula uma dívida de quase 65 bilhões de reais. “Seria bom para a Oi e para o setor. Eles tem fôlego para investir e para contribuir na competição desse mercado crescente no país”, avaliou a fonte.

A participação dos chineses na Oi seria, de acordo com a fonte, majoritária, e, o desejo da China Telecom é se tornar controladora da companhia.

A Oi anunciou em setembro que assinou neste ano um acordo de confidencialidade com a China Telecom que poderia resultar em uma participação do grupo asiático na operadora brasileira.

A operadora brasileira apresentou o pedido de recuperação judicial em junho do ano passado e listou dívidas de cerca de 65 bilhões de reais detidas por 55 mil credores, dos quais cerca de 53 mil têm a receber até 50 mil reais.

(Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de Raquel Stenzel)

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