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Credores veem apoio de conselho a mudanças em plano da Oi como "violação inaceitável" de governança

Gabriela Mello

Em São Paulo

  • Efe

    A Oi deve cerca de R$ 65 bilhões

    A Oi deve cerca de R$ 65 bilhões

 O Comitê Internacional de Detentores de Bônus da Oi considera a aprovação de mudanças na proposta de recuperação judicial da empresa pelo conselho de administração uma "inaceitável violação" de padrões de governança corporativa, conforme nota divulgada neste domingo.

O conselho da operadora aprovou na sexta-feira (3) um acordo proposto por um pequeno grupo de credores conhecido como G6, que vinham negociando com a controladora Pharol SGPS e o acionista minoritário Nelson Tanure.

Por meio de comunicado, o Comitê Internacional de Detentores de Bônus da Oi diz que as ações do conselho foram adotadas para "forçar" a aceitação de um plano visando "defender os interesses dos atuais acionistas minoritários controladores em detrimento de todos os demais agentes envolvidos e da própria companhia".

O grupo de credores ainda convocou todas as partes interessadas no processo a agir para "desfazer essa manobra claramente ilegal" e aprovar um plano que reúna apoio de todos os envolvidos.

As mudanças propostas ao plano de recuperação judicial devem ser apresentadas à Justiça do Rio de Janeiro, que supervisiona o maior processo de recuperação judicial da América Latina, envolvendo dívidas de cerca de 65 bilhões de reais.

Assim que os termos forem entregues à corte, a Oi buscará o aval dos credores em assembleia marcada para 10 de novembro, na qual se decidirá o futuro da companhia.

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