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Petrobras pede paralisação de navio-sonda da OOG após acidente, ameaça rescisão

Aluisio Alves e Marta Nogueira

Por Aluisio Alves e Marta Nogueira

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras pediu a paralisação das atividades do navio-sonda operado pela Odebrecht Óleo e Gás (OOG) a serviço da estatal, após uma explosão na unidade matar três pessoas em junho, e ameaçou rescindir o contrato em definitivo, segundo documento obtido pela Reuters.

Em comunicado interno a funcionários, o presidente-executivo da OOG, Roberto Simões, explicou que o pedido de paralisação do navio-sonda Norbe VIII veio após as conclusões de uma comissão interna da Petrobras para analisar as causas do acidente.

"(A Petrobras) concluiu seus trabalhos e nos solicitou a paralisação das operações do navio-sonda, além de apresentação de defesa, por parte da OOG, no prazo de 15 dias", diz trecho do comunicado.

"A Petrobras também nos notificou sobre a possibilidade de rescisão dos contratos relativos à unidade por conta do ocorrido."

Segundo Simões, a OOG constituiu sua própria comissão para investigar o episódio, e vem adotando medidas para evitar que eventos similares voltem a ocorrer.

O navio-sonda, que pertence integralmente à OOG, operava no campo de Marlim quando houve o acidente.

A paralisação e eventual rescisão do contrato do navio-sonda podem ser mais um golpe para a OOG, que no mês passado obteve homologação judicial para acordo com credores na reestruturação de uma dívida por meio de recuperação extrajudicial, após a Petrobras em 2015 ter cancelado o contrato de outra sonda da OOG, o ODN Tay IV, que deveria vigorar até 2020.

Consultada, a OOG afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Procurada, a Petrobras afirmou apenas que não tomou qualquer decisão pelo cancelamento do contrato de prestação de serviço e de afretamento do navio-sonda.

Mas a estatal não comentou sobre o pedido de paralisação das atividades da unidade.

A Reuters não pôde verificar imediatamente a data em que o comunicado interno da OOG foi escrito ou os valores do contrato, assim como se os trabalhos do navio-sonda já foram paralisados.

 

(Por Aluísio Alves e Marta Nogueira)

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