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Temer diz que está "animadíssimo" com as negociações para aprovar reforma da Previdência

Reuters/Adriano Machado
Imagem: Reuters/Adriano Machado

09/11/2017 17h02

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (9) que está "animadíssimo" com as articulações desde a o início da semana em torno da aprovação de uma proposta de reforma da Previdência.

"Eu estou animado porque hoje eu tenho o apoio do presidente (da Câmara) Rodrigo Maia, do presidente (do Senado) Eunício Oliveira, fizemos várias reuniões nesses dois, três dias", disse Temer a jornalistas, logo após o lançamento do programa Avançar, no Palácio do Planalto.

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O presidente sinalizou que há espaço para ela ser aprovada, desde que se explique "direitinho" o objetivo da "verdadeira" reforma da Previdência, e a importância dela.

"O objetivo dela é combater privilégios e preservar os mais vulneráveis, não há nenhuma modificação em relação aos mais pobres, o que há sim é uma quebra de privilégios que hoje não podem mais continuar", disse.

Para Temer, a importância da reforma ficou constatada quando no início da semana ocorreu a "simples hipótese" de que seria difícil aprová-la, o que levou a Bolsa de Valores cair e o dólar subir.

Segundo o presidente, isso foi uma "lição", lembrando que, depois, quando se afirmou que a reforma seria retomada, a Bolsa voltou a subir e o dólar caiu.

Reforma ministerial

O presidente afirmou que saberá "o momento certo" de fazer uma reforma ministerial. Partidos da base aliada, principalmente do centrão, têm cobrado que Temer retire dos cargos ministros do PSDB, partido que não deu apoio maciço a ele na votação das denúncias, mas ocupa pastas importantes, como Cidades e Secretaria de Governo.

"Toda vez que você governa, essas reformas (ministeriais) estão em cogitação", disse. Questionado, ele negou que vá fazer uma reforma antes do que pretendia inicialmente.

"Reconheço que há pleitos (sobre reforma ministerial) e sobremais como muitos ministros vão deixar seus cargos, é claro que a reforma será inevitável", afirmou.

(Reportagem de Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu; Edição de Alexandre Caverni)

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