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Preços ao consumidor dos EUA sobem ligeiramente em outubro

WASHINGTON (Reuters) - Os preços ao consumidor nos Estados Unidos subiram marginalmente em outubro, já que os aumentos dos preços da gasolina devido a problemas causados por furacões nas refinarias da Costa do Golfo foram revertidos, mas o aumento dos alugueis e dos custos com saúde apontaram para uma aceleração gradual do núcleo da inflação.

O Departamento do Trabalho disse na quarta-feira que o Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,1 por cento no mês passado, depois de saltar 0,5 por cento em setembro. Isso reduziu o aumento anual do índice para 2,0 por cento, ante 2,2 por cento em setembro.

Os economistas entrevistados pela Reuters previam alta de 0,1 por cento do IPC em outubro ante setembro e de 2,0 por cento ante o mesmo período do ano anterior.

Os preços da gasolina caíram 2,4 por cento após um aumento de 13,1 por cento em setembro --maior ganho desde junho de 2009. O aumento de setembro nos preços da gasolina seguiu o furacão Harvey, que atingiu o Texas no final de agosto e interrompeu a produção em refinarias de petróleo na região da Costa do Golfo.

Os preços dos alimentos permaneceram inalterados depois de recuo de 0,1 por cento em setembro. Excluindo os componentes voláteis de energia e energia, os preços ao consumidor subiram 0,2 por cento em outubro, em meio a um aumento dos gastos com aluguel, saúde, cigarro e uma variedade de outros bens e serviços.

O chamado núcleo do IPC avançou 0,1 por cento em setembro. Com a alta de outubro, o núcleo da inflação acumula alta de 1,8 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Nos últimos cinco meses consecutivos até setembro, o núcleo do índice subiu 1,7 por cento na comparação anual.

A ligeira alta do núcleo do IPC mensal pode oferecer algum conforto aos formuladores de política do Federal Reserve, o banco central dos EUA, em meio a preocupações de que uma inflação teimosamente baixa poderia refletir não apenas fatores temporários.

No mês passado, o custo do aluguel subiu 0,3 por cento, mesmo avanço de setembro.

    O custo dos serviços hospitalares aumentou 0,5 por cento e os preços das consultas médicas aumentaram 0,2 por cento. Houve também aumentos nos preços dos serviços de telefonia celular, tarifas aéreas, educação e seguro automóvel.

(Por Lucia Mutikani)

(Raquel Stenzel)

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