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Dólar cai e volta a R$3,23 com exterior e à espera de reforma da Previdência

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda nesta quarta-feira e voltou ao patamar de 3,23 reais, acompanhando a trajetória da moeda norte-americana no exterior e com investidores à espera das negociações do presidente Michel Temer com a base aliada para aprovação da reforma da Previdência.O mercado trabalhou ainda com liquidez mais baixa por conta do feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, que manterá as praças norte-americanas fechadas no dia seguinte.

O dólar recuou 0,54 por cento, a 3,2349 reais na venda, menor patamar desde 23 de outubro, quando foi a 3,2311 reais. Na mínima do dia, foi a 3,2304 reais.

"O movimento de enfraquecimento do dólar foi generalizado, com maior busca pelo risco", afirmou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

Lá fora, o dólar atingiu seu nível mais baixo em um mês contra o iene e o franco suíço após a queda surpresa, em outubro, de encomendas de bens de capital nos EUA e preocupações sobre o comportamento da inflação do país.

Com atividade mais fraca e menos inflação, é preciso menos juros nos Estados Unidos. Taxas elevadas na maior economia do mundo tendem a atrair recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira.

O dólar também cedia ante uma cesta de moedas e divisas de países emergentes, como o peso mexicano. O movimento ganhou mais tração após a divulgação da ata do Federal Reserve, banco central norte-americano, pela qual reforçou que irá elevar os juros em dezembro, dentro do esperado.

A ata foi divulgada após o fechamento do mercado cambial à vista no Brasil, o que fez o dólar futuro ampliar um pouco a sua queda, a cerca de 1 por cento no final da tarde.

O mercado também seguiu bastante atento às negociações de Temer para tentar aprovar a reforma da Previdência. Nesta noite, oferecerá um jantar a deputados da base aliada para apresentar a nova e mais enxuta versão do texto da reforma, com a presença do relator da proposta, deputado Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA).

O governo precisa dos votos de 308 do total de 513 deputados, já que se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição. Também precisa do apoio de 49 dos 81 senadores.

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