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Sauditas pressionam para prorrogar por 9 meses acordo de cortes da Opep, dizem fontes

Por Rania El Gamal e Alex Lawler

DUBAI/LONDRES (Reuters) - A Arábia Saudita, maior exportadora global de petróleo, tem feito lobby junto a ministros para fechar na próxima semana um acordo e prorrogar por nove meses um pacto liderado pela Opep para cortes de oferta, disseram fontes familiarizadas com o assunto, num momento em que Riad busca assegurar o fim de uma sobreoferta da commodity que tem pesado sobre os preços.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a Rússia e nove outros produtores estão cortando a produção de petróleo em cerca de 1,8 milhão de barris por dia até março de 2018. O grupo irá discutir a prorrogação do pacto em um encontro em 30 de novembro em Viena, na Áustria.

Os preços do petróleo subiram para quase 65 dólares o barril, maior nível desde 2015, impulsionados por menores estoques.

Mas a Opep está preocupada com a possibilidade de os preços caírem de novo, uma vez que o excesso de oferta persiste e parte da recuperação das cotações foi motivada por tensões políticas no Oriente Médio.

"Os sauditas estão pressionando para haver uma decisão em novembro, para nove meses", disse uma fonte sênior da indústria de petróleo com conhecimento do assunto, sob a condição de anonimato.

Indicações de apoio a uma extensão por nove meses do acordo vieram de altas autoridades sauditas, a líder de fato da Opep, e da Rússia, maior produtor de fora do grupo envolvido no acordo.

"Os líderes sauditas e russos indicaram que essa carta está na manga", contou uma fonte da Opep, referindo-se à possibilidade de prorrogação por nove meses. "Por que eu discordaria deles?".

Mas o grupo liderado pela Opep também avalia outras opções.

Há uma chance de que o acordo seja renovado por menos tempo, como seis ou mesmo três meses, ou os produtores podem adiar uma decisão, mas as fontes da Opep consideram isso menos provável.

"Há 90 por cento de chance de que seja anunciado em novembro...para nove meses", disse uma segunda fonte na Opep.

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