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Oleoduto de Keystone vazou mais do previsto em dados entregues a reguladores

(Reuters) - O oleoduto Keystone, da TransCanada Corp, vazou nos Estados Unidos substancialmente mais petróleo e com maior frequência do que havia sido indicado em avaliações de risco que a empresa forneceu a reguladores antes do projeto começar a operar em 2010, segundo documentos vistos pela Reuters.

A companhia canadense agora está buscando expandir a rede de oleodutos que liga os campos de petróleo de Alberta a refinarias dos EUA com sua proposta do projeto Keystone XL, que tem o apoio do presidente Donald Trump.

O sistema de 3.455 quilômetros já existente que liga Hardisty, em Alberta, à costa do Texas teve três vazamentos significativos nos Estados Unidos desde que começou a operar em 2010, incluindo um derramamento de 5 mil barris neste mês na parte rural de Dakota do Sul, e outros dois, cada um de cerca de 400 barris, na Dakota do Sul em 2016 e na Dakota do Norte em 2011.

Antes de construir o oleoduto, a TransCanada forneceu uma avaliação de risco a reguladores que estimava a chance de um vazamento de mais de 50 barris em "não mais de uma vez a cada sete a 11 anos ao longo de toda a extensão do oleoduto nos Estados Unidos", segundo sua licença de operação na Dakota do Sul.

Somente para a Dakota do Sul, onde já houve dois vazamentos, a estimativa de problemas "não mais de uma vez a cada 41 anos".

A análise de risco de vazamento foi conduzida pela companhia de gerenciamento de riscos globais DNV GL. Uma porta-voz da DNV não respondeu a um pedido de comentário.

Membros da comissão de serviços públicos da Dakota do Sul disseram à Reuters na semana passada que podem revogar a licença de operação da TransCanada se uma investigação inicial do vazamento da semana passada mostrar que ela violou os termos de sua licença.

(Por Valerie Volcovici e Richard Valdmanis)

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