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Eletrobras quer virar potência em comercialização de energia, diz CEO

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - Os planos do governo de privatizar a Eletrobras são uma tentativa de salvar a companhia, e não o possível fim da maior elétrica do país, que buscará retomar o protagonismo em investimentos após o processo de desestatização.

A empresa deverá ainda recuperar mercado e se tornar uma potência na comercialização de eletricidade, disse a jornalistas nesta terça-feira o presidente da empresa, Wilson Ferreira Jr., durante evento em São Paulo.

Ele afirmou que tem trabalhado em um novo plano de negócios para a companhia após a privatização, que deverá ser efetivada no segundo semestre de 2018 por meio da uma oferta de novas ações que diluirá a participação da União na estatal para uma fatia minoritária.

O plano de negócios, que deve ser aprovado no Conselho de Administração da companhia até o final deste ano, irá prever o retorno da companhia ao novos investimentos possivelmente a partir de 2018.

Segundo Ferreira, os novos negócios deverão ser viabilizados após uma forte redução na alavancagem da companhia esperada para a partir do segundo semestre do ano que vem, quando ele espera que a empresa já terá concluído planos atualmente em andamento de vender seis distribuidoras de eletricidade do Grupo Eletrobras e uma série de participações minoritárias em usinas eólicas e linhas de transmissão.

"Nós vamos ser grandes na comercialização de energia no mercado livre, vamos continuar sendo grandes em transmissão... e na área de geração. Claramente, se você for olhar nos últimos anos, nós perdemos a relevância, fomos perdendo 'market share' ao longo dos últimos 10, 15 anos... a gente imagina poder resgatar o protagonismo da Eletrobras no mercado brasileiro", declarou Ferreira.

Ele disse que a companhia é uma forte geradora de caixa e poderá inclusive, no futuro, prospectar novas oportunidades também no exterior.

Segundo o executivo, um projeto de lei do governo com a modelagem da privatização da companhia pode ser aprovado ainda neste ano na Câmara dos Deputados.

"Eu estou otimista... aí entraria para discussão no Senado no começo do ano que vem", disse. "Está havendo um esforço (do governo) para as coisas acontecerem."

(Por Luciano Costa)

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