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RenovaBio e mercados de energia devem sustentar açúcar em 2018, diz JPMorgan

LONDRES (Reuters) - Mercados de energia altistas e políticas construtivas para o setor de biocombustíveis no Brasil, via RenovaBio, devem dar suporte aos preços do açúcar em 2018, afirmou nesta quarta-feira a estrategista de commodities agrícolas do JPMorgan, Tracey Allen.

Após "um dos anos mais sombrios em muitos" para as commodities agrícolas, o mercado de açúcar pode estar prestes a um período mais positivo adiante, afirmou Tracey durante o seminário anual da Organização Internacional do Açúcar (OIA), em Londres.

"A alta sustentada nos preços globais de energia realmente está, na minha opinião, dando algum suporte aos mercados de commodities agrícolas, particularmente àqueles que podem ser usados ​​na produção de etanol", afirmou ela.

Políticas de apoio aos biocombustíveis no Brasil, que podem impulsionar o uso de álcool no país, também são vistas como algo construtivo para os preços do açúcar, pois incentivam as usinas a usarem mais cana para a fabricação do etanol, em detrimento do adoçante.

"Com as mudanças na política de combustíveis, particularmente no Brasil, mesmo neste ambiente de preços, estão sendo enviados sinais muito fortes para o uso industrial de cana na produção de etanol no futuro", disse Tracey.

Na terça-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei do RenovaBio, prevendo o uso crescente de etanol e biodiesel nos próximos anos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

No entanto, o saldo global entre oferta e demanda de açúcar deve se normalizar antes de o investimento começar a fluir de volta e o setor retornar à rentabilidade, concluiu a analista.

(Por Ana Ionova)

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