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Dólar cai ante real com BC e correção, mas Previdência ainda preocupa

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuava ante o real nesta sexta-feira, após subir forte por dois pregões seguidos em meio a preocupações maiores com a capacidade do governo do presidente Michel Temer de conseguir apoio político para tirar a reforma da Previdência do papel.

A volta do Banco Central ao mercado de câmbio também ajudava na trajetória da moeda norte-americana nesta sessão.

Às 12:16, o dólar recuava 0,42 por cento, a 3,2578 reais na venda, depois de subir 1,96 por cento nas duas sessões anteriores. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,50 por cento.

"O dólar... pode ir acima de 3,30 reais se a reforma for adiada ou o governo jogar a toalha", afirmou a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares.

O noticiário ficou mais negativo nesta semana, diante da dificuldade do governo de conseguir o apoio necessário para colocar em votação o texto da reforma em breve. Não por menos, o dólar saltou do patamar de 3,20 reais para 3,27 reais nos últimos dias.

Na véspera, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que ainda faltavam muitos votos para atingir os 308 necessários para passar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) na Casa.

No sábado, Temer vai se reunir com o governador de São Paulo e provável futuro presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, para tratar do apoio dos tucanos à matéria. No dia seguinte, o presidente será o principal convidado de um jantar, a ser promovido por Maia com líderes e presidentes de partidos em busca de apoios.

O movimento de queda do dólar também vinha pela atuação do BC, que retomou os leilões de swap cambial --equivalentes à venda futura de dólares. Nesta manhã, vendeu toda a oferta integral de até 14 mil contratos (ou 700 milhões de dólares) e, se mantiver esse ritmo, conseguirá rolar todo o vencimento de janeiro, que soma 9,638 bilhões de dólares.

O BC não atuou no mercado nos dois últimos meses porque não havia vencimentos de swap. Em setembro, quando fez a última atuação, o BC rolou apenas 6 bilhões de dólares do total de 9,975 bilhões de dólares vencendo no mês seguinte.

"O fato de o BC voltar ao mercado rolando swap ajuda a suavizar a cotação. Há atuação dos exportadores desovando suas operações", afirmou o operador da Advanced Corretora Alessandro Faganello.

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