Candidato do governo à Presidência defenderá o legado dessa gestão, diz Meirelles

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira que o candidato do governo à Presidência terá de defender o legado dessa gestão, incluindo outras reformas além da Previdência, e que se beneficiará da melhora da economia em breve.

Meirelles disse a jornalistas, após participar de evento no Rio de Janeiro, que a partir do momento em que as pessoas sentirem mais a melhora na economia, elas vão "refletir isso nas suas escolhas (eleitorais)".

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Meirelles disse que o governo terá um candidato à Presidência em 2018, mas que não seria o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

No evento, o ministro repetiu que apenas em março irá decidir se concorrerá à Presidência da República porque agora não era o momento de "entrar em campanha eleitoral" e que era mais importante para o país trabalhar para recuperar a economia.

Ele defendeu ainda que o país já tem sinais de crescimento econômico continuado à frente, inclusive com investimentos, e voltou a reforçar a necessidade de aprovação da reforma da Previdência para a economia.

Na semana passada, foi divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil subiu 0,1 por cento entre julho e setembro passado sobre o segundo trimestre, mas os investimentos mostraram o melhor desempenho em quatro anos, indicação de que a retomada da atividade pode ter ganhado fôlego depois do mais longo período de recessão enfrentado pelo país.

Meirelles afirmou ainda que viu "compromisso muito grande" com a reforma da Previdência na reunião da noite passada entre o presidente Michel Temer com parlamentares e líderes da base governista.

Temer pediu apoio no domingo aos líderes e presidentes de partidos da base para aprovar a nova versão da reforma da Previdência e destacou a importância de se votar a proposta a fim de que o Brasil não vire uma Grécia, segundo relatos de duas lideranças que participaram do encontro feitas à Reuters.

Ficou decidido, no encontro, que os dirigentes vão fazer avaliação com as bancadas até a quarta-feira sobre o real apoio à reforma na Câmara dos Deputados. Somente após isso é que o governo vai decidir se, caso tenha uma margem de segurança para apreciar a matéria, tentará colocá-la em votação na quarta-feira da próxima semana, dia 13.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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