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Petrobras contrata plataforma para Libra com Modec; vê início da produção em 2021

18/12/2017 16h37

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras assinou um contrato com o grupo japonês Modec para o afretamento da primeira plataforma definitiva do campo de Mero, no importante bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, informou a empresa nesta segunda-feira.

A petroleira afirmou ainda que o início da produção da unidade ficou para 2021. A operação da plataforma estava prevista para 2020, segundo o plano de negócio da empresa.

De acordo com a companhia, operadora da área, o projeto contemplará a interligação de até 17 poços à plataforma, do tipo FPSO, que terá capacidade de processar até 180 mil barris por dia de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural.

Até o momento, foram perfurados 12 poços no bloco de Libra, segundo a Petrobras.

Sócia no ativo, a petroleira francesa Total anunciou nesta segunda-feira que prevê custos para perfuração e equipamentos submarinos para a fase 1 do projeto em torno de 3,5 bilhões de dólares.

A contratação da plataforma ocorre após atrasos devido a dificuldades encontradas pelo consórcio de Libra para conseguir permissão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para não cumprir percentuais de conteúdo local previstos em contrato.

A unidade será operada pela Modec, empresa responsável pela construção, e afretada por 22 anos.

Segundo a Petrobras, parte da construção será realizada no Brasil, nos mesmos moldes da experiência da Petrobras com outros afretamentos já realizados.

O campo de Mero, localizado na parcela noroeste do bloco de Libra, foi declarado comercial pela Petrobras no mês passado, com volume recuperável estimado em 3,3 bilhões de barris de petróleo.

A área já está produção desde novembro, em fase de teste de longa duração. O primeiro embarque de petróleo deverá acontecer em janeiro, conforme informou anteriormente o gerente-executivo de Libra, Fernando Borges, a jornalistas.

Borges afirmou ainda, no início do mês, que uma segunda plataforma definitiva deveria ser contratada no primeiro trimestre de 2018, mas não estimou quando ela deverá entrar em operação.

No atual plano de negócios da Petrobras, a empresa previa uma segunda plataforma definitiva em Libra para 2021.

Libra foi a primeira área a ser licitada no Brasil sob regime de partilha de produção, em 2013.

A Petrobras é a operadora, com 40 por cento de participação, e tem como sócias a anglo-holandesa Shell (20 por cento), a francesa Total (20 por cento), além das chinesas CNPC (10 por cento) e CNOOC (10 por cento).

(Por José Roberto Gomes e Marta Nogueira)

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