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Assembleia de credores da Oi atinge quórum e é instalada

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A assembléia geral de credores da operadora de telefonia Oi, que apresentou pedido de recuperacão judicial em junho do ano passado, foi aberta no começo da tarde dessa terça-feira com o quórum necessário para a discussão do plano de reestruturação da companhia.

A assembleia, que poderá decidir o futuro da operadora de telecomunicações, conta com representantes de mais de 4 mil credores presentes e ocorre no centro de convenções Riocentro, em um espaço de 2.200 metros quadrados.

A Oi listou dívidas de mais de 65 bilhões de reais e 55 mil credores, que incluem detentores de bônus da empresa que possuem cerca de 22 bilhões de reais da dívida além de representantes de órgãos e instâncias do governo federal como Agência Nacional de Telecomunicações, Banco do Brasil, Caixa e BNDES.

Segundo o administrador judicial, em todas as classes, há mais da metade dos credores presentes, o que viabilizou o início da assembléia. A assembleia deveria ter ocorrido em 9 de outubro, mas já foi adiada cinco vezes em meio a fortes desentendimentos entre acionistas, que incluem o grupo português Pharol e o fundo Société Mondiale, do empresário Nelson Tanure, e detentores de bônus.

Na classe 1, a dos credores trabalhistas, conta com 83 por cento dos mais de 4 mil credores desta categoria presentes. Na classe 2, que reúne o único credor com garantia real, o BNDES, também tem representante na reunião.

Na classe 3, que reúne bancos, bondholders, fornecedores e a Anatel, a presença é de 59,9 por cento e na classe 4, que reúne as microempresas, há presença de 51,58 por cento.

A reunião iniciou a discussão com debate sobre se a Oi deve seguir um plano de recuperação para cada uma das sete entidades que compõem o grupo ou se uma única proposta consolidada deve ser adotada para a reestruturação da operadora que é a principal fornecedora de serviços de telecomunicações para o governo e que tem atuação nacional.

O presidente-executivo da Oi, Eurico Teles, bem como os bancos estatais defenderam a consolidação do plano de recuperação antes da assembleia ser suspensa por 30 minutos por volta das 13:10.

"A empresa é única, com caixa único e se houver separação da empresa será difícil para os credores e para a sobrevivência da companhia", afirmou Teles durante a assembleia.

Às 13:26, as ações ordinárias da Oi exibiam alta de 1,4 por cento, a 3,60 reais, enquanto as preferenciais mostravam ganho de 4,6 por cento. Os papéis não fazem parte do Ibovespa, que tinha queda de 0,9 por cento no horário.

(Por Rodrigo Viga Gaier, edição Alberto Alerigi Jr.)

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