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Índice tem leves oscilações com cautela por situação fiscal, em sessão de baixa liquidez

26/12/2017 11h24

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista tinha sessão sem viés definido nesta terça-feira, na volta do feriado de Natal, com investidores adotando cautela diante da situação fiscal do país e com receios de um eventual rebaixamento de rating.

Às 11:20, o Ibovespa subia 0,21 por cento, a 75.347,0143779 pontos. O giro financeiro era de 588 milhões de reais.

Diante da semana reduzida, com apenas três pregões entre o Natal e o ano novo, a liquidez deve seguir reduzida, favorecendo alguma volatilidade aos negócios.

Os receios de uma revisão da nota de crédito do Brasil voltaram à tona perto do fim da semana passada, após rumores de que a Standard & Poor's poderia definir um corte do rating antes do fim do ano. Esse receio foi amenizado, no entanto, após declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que afirmou não ter conversado sobre mudanças de rating do Brasil nas reuniões que teve com agências de classificação de risco Standard & Poor's, Fitch e Moody's.

Apesar das declarações de Meirelles, o risco de uma ação no rating do Brasil segue no radar dos investidores, principalmente após o governo não ter conseguido levar a proposta de reforma da Previdência para votação na Câmara dos Deputados ainda este ano.

"Por aqui, ficaremos por conta da S&P, que pode rebaixar a nota de crédito do Brasil esta semana, uma vez que não faz mudanças em ano eleitoral e as condições das contas públicas pioraram desde a última revisão", escreveram os analistas da corretora Lerosa Investimentos em nota a clientes.

DESTAQUES

- VALE ON caía 1,3 por cento, em sessão marcada pela queda nos contratos futuros do minério de ferro na China.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON tinham variação positiva de 0,06 por cento cada, em sessão também de pequenas variações nos preços do petróleo no mercado internacional.

- COPEL PNB avançava 1,6 por cento, entre as maiores altas do Ibovespa, após a empresa anunciar de que analisará em janeiro um plano de desinvestimentos de ativos não estratégicos.

- EMBRAER ON subia 2 por cento, ainda tendo como pano de fundo as negociações com a Boeing para uma combinação de seus negócios. Para analistas, a possibilidade de compra de uma fatia na Embraer é mais provável do que a aquisição completa dos negócios.

Na sexta-feira, um dia após a divulgação de que as duas empresas estão em negociações, o presidente Michel Temer disse que não há a "menor cogitação" de transferir o controle da Embraer para outra empresa e disse que não chegou a seu gabinete uma decisão sobre conversas entre Boeing e fabricante de aviões brasileira.

- BR MALLS ON tinha alta de 1 por cento, após a empresa anunciar uma série de vendas de participações em shoppings na semana passada. Apenas na sexta-feira, a empresa informou a venda de participação em dois negócios, por 369,8 milhões de reais. No ano, foram seis operações, no valor total de 824,3 milhões de reais.

(Por Flavia Bohone)

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