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Ministro nega pressão sobre governadores para aprovar reforma da Previdência

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
15.dez.2017 - O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, é empossado pelo presidente Michel Temer Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

28/12/2017 13h30

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, negou nesta quinta-feira (28), em nota, que tenha condicionado a liberação de financiamentos da Caixa Econômica Federal aos Estados a esforço dos governadores pela aprovação da reforma da Previdência.

"Desafio qualquer um a destacar o trecho em que afirmo que financiamentos estão condicionados a apoio à necessária reforma da Previdência. Afirmei, como reafirmo, que espero que todos os agentes públicos tenham a responsabilidade de contribuir neste momento histórico da vida da nação", disse o ministro depois de afirmar que assistiu à sua própria entrevista para verificar o que havia dito.

O ministro, que tomou posse no lugar do tucano Antonio Imbassahy há menos de 15 dias, afirmou em entrevista, há dois dias, que os financiamentos da Caixa "são ações de governo" e que "deve, sim, ser discutido com esses governantes alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência".

A declaração do ministro causou problemas para o governo. Em carta, governadores do Nordeste reagiram à entrevista. Membros do Ministério Público e políticos também criticaram Marun.

Na nota, divulgada apenas nesta quinta-feira, Marun diz que afirmou, e reafirma ainda, que vai "dialogar de forma especial com aqueles que estão sendo beneficiados por ações do governo, pleiteando o seu envolvimento no esforço que estamos fazendo para realizar as reformas que o Brasil necessita".

Marun acusa, ainda, os governadores que reagiram à sua afirmação de tentar esconder a ação do governo federal em ações financiadas pelos bancos públicos para "buscar resultados eleitorais exclusivamente para si".

Ontem, durante discurso em evento no Rio de Janeiro, o presidente Michel Temer também cobrou empenho de governadores pela reforma.

"Se não fizermos a reforma da Previdência agora, não haverá qualquer candidato a governador, deputado ou senador que não tenha que tocar no assunto, pois será cobrado a respeito disso", afirmou o presidente.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu; Edição de Alexandre Caverni)

Temer pede apoio da população para aprovar reforma da Previdência

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