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Em tratamento médico, Temer mantém repouso e passa o dia na residência oficial

02/01/2018 16h43

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer retirou neste final de semana a sonda urinária que usava desde a metade de dezembro para enfrentar um estreitamente da uretra, devido a uma infecção urinária que vinha tratando nos últimos dias.

Temer teve febre, foi atendido por médicos no Palácio do Jaburu e ampliou o uso de antibióticos. Segundo assessores próximos, a infecção já foi controlada e o presidente está bem, mas decidiu aproveitar os dias de feriado para repousar, seguindo ordens médicas.

Desde a quinta-feira passada, Temer cumpre agenda no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência, que ainda ocupa. Nesta terça, estava previsto apenas despachos administrativos no Planalto, mas o presidente preferiu ficar em casa, onde almoçou com os ministros palacianos --Eliseu Padilha, da Casa Civil, Moreira Franco, da Secretaria Geral, e Carlos Marun, da Secretaria de Governo.

Ao longo desta semana, Temer deve voltar a São Paulo para mais uma bateria de exames no hospital Sírio-Libanês, mas a data ainda não foi definida.

Em outubro do ano passado, o presidente teve uma obstrução urinária, causada pelo alargamento da próstata, e teve que ser atendido de emergência no hospital do Exército, em Brasília. Em seguida, passou por uma cirurgia de raspagem da glândula no Sírio-Libanês para tentar evitar novos estreitamentos, mas na metade de dezembro os médicos decidiram colocar uma sonda, já que o presidente estava novamente com dificuldade para urinar.

De acordo com uma fonte próxima ao presidente, Temer decidiu usar os dias próximos à virada do ano para ficar em casa e evitar a romaria de visitantes no Planalto. Com dor e febre por causa da infecção, o presidente desistiu de passar o Ano Novo na Restinga da Marambaia.

Por recomendações médicas, Temer já cancelou duas outras viagens. Uma visita a Alagoas e um giro pelo Sudeste Asiático. Na semana passada, depois de uma visita a Campos, no Rio de Janeiro, o presidente passou a sentir o desconforto.

A próxima viagem na agenda está oficialmente mantida: a ida ao Fórum de Davos, no final de janeiro. Fontes palacianas, no entanto, advertem que a viagem pode terminar sendo novamente cancelada, a depender da evolução do tratamento.

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