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Bovespa opera sem tendência firme após recordes recentes; otimismo permanece

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista tinha leves variações nesta segunda-feira, ensaiando algum ajuste em dia de agenda econômica mais esvaziada e após renovar recordes na primeira semana do ano e fechar acima dos 79 mil pontos pela primeira vez na sexta-feira, embora o otimismo continue a rondar os negócios.

Às 12:17, o Ibovespa subia 0,01 por cento, a 79.081 pontos. O giro financeiro era de 1,6 bilhão de reais.

Operadores veem o cenário mais favorável a ativos de risco, diante da manutenção do otimismo no exterior, e também estão apostando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será condenado em segunda instância, aumentando as chances de ficar de fora da corrida presidencial deste ano.

O forte fluxo de entrada de investimento estrangeiro neste início de ano também ajuda o mercado a manter a visão mais favorável para a bolsa. Apenas nos dois primeiros pregões de 2018, o saldo externo era positivo em 1,2 bilhão de reais, após fechar o ano passado com entrada líquida de 13,4 bilhões de reais.

"O fluxo de recursos de investidores estrangeiros continua significativo e novos recursos seguem na previsão para serem aportados na B3, sustentado pelo fato dos indicadores econômicos continuarem sendo divulgados em nível melhor que o esperado, o que faz até o risco país ceder", escreveram analistas da corretora Magliano, em nota a clientes.

DESTAQUES

- KROTON ON caía 2,73 por cento, entre os destaques negativos do Ibovespa, com analistas cautelosos diante da possibilidade de concorrência mais forte para a empresa, principalmente na área de ensino à distância.

- BRADESCO PN caía 0,23 por cento e ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,4 por cento, ajudando a tirar fôlego do índice devido ao peso desses papéis em sua composição.

- PETROBRAS PN tinha alta de 0,3 por cento e PETROBRAS ON subia 0,06 por cento, após avançarem nos sete pregões anteriores, período em que os papéis preferenciais acumularam alta de 6,9 por cento.

- VALE ON subia 1,75 por cento, em dia de ganhos também para os contratos futuros do minério de ferro na China.

- EMBRAER ON ganhava 1,69 por cento, em movimento de ajuste após cair mais de 5 por cento no pregão anterior, quando reagiu à reportagem do jornal Wall Street Journal dizendo que a Boeing e a Embraer estariam negociando um acordo que avaliaria a fabricante brasileira de aviões em 28 dólares por ADR.

- FIBRIA ON avançava 3,73 por cento e SUZANO PAPEL E CELULOSE ON ganhava 3,59 por cento, liderando a ponta positiva do Ibovespa, tendo no radar comentários de analistas do Itaú BBA, com perspectivas positivas para os preços da celulose, principalmente em 2019 e 2020, movimento amparado ainda na disciplina no lado da oferta, que deve levar a preços e margens mais estáveis.

(Por Flavia Bohone)

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