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Petroleiros da FUP assinam proposta de acordo trabalhista com Petrobras

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por Marta Nogueira

08/01/2018 18h15

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Funcionários da Petrobras filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) aprovaram a última proposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2019, que previa a reposição da inflação com reajuste de 1,73%, segundo informações dos sindicatos de trabalhadores.

Empresa e sindicatos vinham negociando um acordo desde setembro. Em meio às discussões, os petroleiros chegaram a aprovar uma greve em assembleias no ano passado, mas nenhuma data chegou a ser marcada.

As partes chegaram a um acordo após a terceira proposta apresentada pela petroleira estatal, no mês passado.

Na ocasião, a empresa destacou que a proposta garantia que as cláusulas sociais do acordo terão vigência de dois anos e assegurou o reajuste econômico de 2018 pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado do período do início de setembro de 2017 até o fim de agosto de 2018 em todos os itens econômicos do acordo.

A assinatura, segundo a FUP, ocorreu na última sexta-feira (5).

"Na contramão do que vem ocorrendo com outras categorias, e mesmo com a 'contrarreforma trabalhista' instaurada no Brasil, a categoria barrou a retirada de direitos na Petrobras e subsidiárias... Esta é uma vitória dos petroleiros", disse a FUP em nota.

Com o maior número de petroleiros filiados, a FUP representa 13 sindicatos de trabalhadores da Petrobras. Os demais cinco sindicatos são representados pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que ainda não aprovou o acordo.

Ao contrário da FUP, a FNP sustenta que a última proposta da empresa retira alguns direitos da categoria. A FNP enviou na semana passada um ofício à Petrobras exigindo uma nova rodada de negociação para discutir alguns pontos.

A Petrobras não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

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