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Paraná inicia plantio de milho de 2ª safra em meio a chuvas em excesso

SÃO PAULO (Reuters) - Com os trabalhos afetados por chuvas em excesso, o Paraná deu início ao plantio do milho de segunda safra, colhido no inverno, informou nesta terça-feira o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado.

Foram semeados até o momento 4,48 mil hectares no Estado, o segundo maior produtor nacional de milho da chamada "safrinha". O município de Francisco Beltrão, no sudoeste paranaense, concentra o plantio, com 3,72 mil hectares, enquanto União da Vitória e Guarapuava também registraram atividades de campo.

"O plantio da segunda safra está se desenvolvendo muito devagar, principalmente por causa do clima, mas isso não preocupa ainda, porque o pico de plantio é entre 15 de janeiro e 15 de fevereiro", disse à Reuters o diretor do Deral, Francisco Simioni.

Nos últimos sete dias, choveu mais de 70 milímetros em algumas áreas do Paraná, como no centro-norte, segundo o Agriculture Weather Dashboard, do terminal Eikon da Thomson Reuters. Para os próximos sete dias, são esperados mais de 100 milímetros em partes do Estado.

O Paraná deverá cultivar 2,15 milhões de hectares de milho "safrinha" em 2017/18, queda de 11 por cento na comparação com 2016/17, segundo o Deral, em razão principalmente de preços menos atrativos para o cereal neste ano.

Como consequência direta da menor área, bem como da perspectiva de produtividades inferiores, a produção de segunda safra deverá totalizar 12,3 milhões de toneladas, recuo de 7 por cento na comparação anual.

SAFRA DE VERÃO

Em relação à soja e ao milho de primeira safra, o chamado milho "verão", culturas que estão 100 por cento plantadas, a colheita ainda não começou, de acordo com o monitoramento do Deral.

"No caso da soja, o produtor está com dificuldade de realizar o trato da lavoura, de fazer a aplicação dos fungicidas, por causa do clima chuvoso. Por enquanto não estamos tendo informações de perdas por causa disso, mas já há um olhar voltado para isso, há uma preocupação", comentou Simioni.

Na segunda-feira, especialistas ouvidos pela Reuters já haviam alertado sobre a possibilidade de desenvolvimento de doenças e de perdas de produtividade na soja país afora por causa das fortes chuvas e do tempo nublado.

Em 2017/18, o Paraná deverá colher 19,28 milhões de toneladas de soja em 5,45 milhões de hectares, queda de 3 por cento e alta de 4 por cento, respectivamente.

No caso do milho "verão", a expectativa é de recuo de 39 por cento na colheita, para 3 milhões de toneladas, em meio à menor área plantada da história no Estado, de apenas 335,67 mil hectares.

(Por José Roberto Gomes; edição de Roberto Samora)

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