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Marun diz que governo terá votos para aprovar reforma da Previdência em fevereiro

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse nesta quarta-feira que o governo terá os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência em fevereiro, quando está prevista sua votação, e destacou que mudanças no texto só serão feitas se garantirem apoio adicional à proposta.

Em rápida entrevista a jornalistas, Marun confirmou o que havia dito o relator da reforma, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), mais cedo, de que o governo contabiliza no momento 275 votos favoráveis à Previdência. [nL2N1PJ1CL]

Apesar de o número não apontar melhoria em relação ao patamar que já vinha sendo divulgado pelo governo no fim do ano passado, Marun afirmou que ele representa "marca significativa".

Com votação na Câmara dos Deputados marcada para 19 de fevereiro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras de acesso à aposentadoria exige o apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados, em dois turnos. Depois disso, a reforma ainda tem de ganhar sinal verde do Senado.

"Nós teremos esse número seguro ainda no mês de fevereiro, colocaremos em votação e seremos vitoriosos", disse Marun.

Segundo o ministro, mudanças adicionais no texto só serão consideradas se os parlamentares que as propuserem se comprometerem a assegurar votos para a reforma.

"Querem sugerir melhorias? Que se comprometam a aprovar a reforma. O governo é um governo de diálogo, o governo está ouvindo, mas não existe nenhuma mudança definida, até porque não fomos ainda procurados por nenhum grupo de parlamentares ou até por algum segmento com esse tipo de objetivo", afirmou.

Na sequência, Marun afirmou que existem coisas "imexíveis" na proposta, citando o fim dos privilégios e o estabelecimento de uma idade mínima para acesso ao benefício previdenciário.

Depois de a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, ter suspendido temporariamente a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho nesta semana, Marun voltou a dizer que o governo confia que a Justiça dará o aval para que ela ocupe o cargo.

"Tenho mais absoluta confiança de que haverá manifestação final no sentido de garantir o que está na Constituição", disse.

(Reportagem de Marcela Ayres)

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