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BC do Japão enfrenta dilema com inflação fraca em meio a retomada econômica

26/01/2018 07h06

Por Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) - A inflação de dezembro no Japão continuou mostrando defasagem em relação à forte retomada econômica, deixando o banco central em um dilema sobre como acabar com as políticas de estímulo que datam do período da crise.

Complicando ainda mais a situação do Banco do Japão está a recente alta do iene, o que pode dificultar ainda mais o fim da deflação que tem afetado a terceira maior economia do mundo há décadas.

Dados do governo divulgados nesta sexta-feira deram poucas esperanças no fronte da inflação, uma vez que o núcleo dos preços subiu 0,9 por cento no mês passado sobre o ano anterior, o mesmo que em novembro.

O resultado ficou bem aquém da meta de 2 por cento do banco central e argumenta a favor da manutenção da postura expansionista por enquanto mesmo no momento em que outros bancos centrais começam a reduzir o estímulo.

Ao mesmo tempo, alguns membros da diretoria do Banco do Japão já começam a ficar nervosos em manter a política monetária frouxa por um período prolongado de tempo, dizendo ver espaço para elevar os juros ou desacelerar as compras de ativos arriscados se a recuperação continuar, de acordo com a ata da reunião de dezembro de política monetária.

"Um membro disse que o Banco do Japão precisará avaliar se ajustes na taxa de juros serão necessários quando a expectativa é de que a atividade econômica e os preços continuem a melhorar", mostrou a ata.

O economista-chefe do Tokai Tokyo ResearchInstitute, Hiroaki Mutou, afirmou que o núcleo da inflação ao consumidor pode atingir 1 por cento temporariamente, mas não ficará lá por muito tempo já que o impulso dos custos do petróleo começa a perder força.

O núcleo da inflação inclui produtos de petróleo mas exclui os voláteis preços de alimentos frescos.

"Será difícil para o Banco do Japão começar a desfazer sua política monetária por enquanto. Os mercados têm estado realmente nervosos sobre a estratégia de saída do banco central e suas movimentações sutis podem afetar o mercado cambial facilmente", disse Mutou.

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