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Vale prevê reduzir a 70% a participação do minério de ferro em resultados, diz CEO

SÃO PAULO (Reuters) - A mineradora Vale prevê que a participação do minério de ferro no resultado da empresa cairá para 70 por cento em dois anos, ante 90 por cento atualmente, em meio a um processo de diversificação liderado pela atual gestão, afirmou nesta terça-feira o presidente da gigante brasileira, Fabio Schvartsman.

O executivo, que falou durante um evento em São Paulo, disse que os metais básicos serão parte fundamental da estratégia da empresa em busca da diversificação.

"A expectativa da Vale é que o minério de ferro, em que pese que seus resultados melhorarão de agora em diante, representará apenas 70 por cento do resultado da Vale em até dois anos, ou seja, começa a ser uma empresa com cara de diversificada mesmo", disse o Schvartsman, em uma conferência do Credit Suisse.

O executivo, que saiu sem dar entrevistas, não ofereceu mais detalhes sobre qual seria a estratégia.

O presidente da maior produtora de minério de ferro do mundo, em sua fala ao público do evento, mostrou satisfação com os resultados dos ativos de cobre, mas reiterou sua intenção de avançar no negócio de níquel.

"Nossos ativos de cobre vão muito bem, obrigado, também produzem resultado muito grande... se trata basicamente de arrumar a operação de níquel", disse Schvartsman, durante sua apresentação.

Sem entrar em detalhes, o executivo afirmou que a empresa contratou um banco para buscar investidores para seu projeto de níquel na ilha do Pacífico Sul Vale Nova Caledonia (VNC). Segundo ele, se uma solução não for encontrada, o ativo poderá ser interrompido.

Schvartsman também disse que um aumento recente nos preços do níquel deve gerar um fluxo de caixa adicional de 750 milhões de dólares e que a empresa espera alcançar seu objetivo de dívida líquida de 10 bilhões de dólares em meados do ano, antes do que a empresa esperava anteriormente.

DEMANDA

Schvartsman destacou que os esforços chineses contínuos para reduzir a poluição aumentarão a demanda pelo minério de ferro de alta qualidade da mineradora brasileira.    "Não consigo imaginar a China voltando atrás nos controles de poluição que ela está tentando fazer... eles farão o possível e o impossível para dominar a poluição, o que garante essa demanda pelo minério de ferro", disse Schvartsman.

A agressiva campanha da China para reduzir a poluição, pressionando as usinas siderúrgicas poluentes, alimentou a necessidade de minério de ferro de alta qualidade para aumentar a produtividade e limitar as emissões, abrindo a porta para os fornecedores de minério de melhor qualidade para o maior comprador do mundo.

Além disso, o executivo ressaltou que a empresa está começando a mapear oportunidades de redução de custos das minas e que ele estima que os cortes de custos poderão superar os 6 por cento, mas não entrou em detalhes.

(Por Luciano Costa, com reportagem adicional de Tatiana Bautzer)

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