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Meirelles diz haver indicações de número maior de parlamentares a favor da reforma da Previdência

02/02/2018 14h33

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira (2) que existem indicações de que há um número maior de parlamentes a favor da reforma da Previdência.

"Eu tenho a avaliação de que, de fato, o trabalho que vem sendo feito de esclarecimento nos últimos tempos está começando a produzir resultados e há indicações de que temos um número maior de parlamentares favoráveis à reforma", afirmou Meirelles.

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"Mas continuamos trabalhando e vamos aguardar até o dia da votação", completou o ministro, que participou de evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

A votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados está prevista para a semana do dia 19 deste mês e, por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto precisa dos votos favoráveis de 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação na Casa.

Meirelles, afirmou ainda que, se não for votada agora, a reforma previdenciária será um tema importante nas eleições presidenciais deste ano.

Na véspera, o vice-líder do governo na Câmara, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), defendeu em reunião com o presidente Michel Temer o adiamento da votação da reforma, enquanto o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que é preciso haver um momento para parar a ?batalha?.

O governo federal estreará na próxima semana uma nova campanha de vídeos nas redes sociais em defesa da reforma da Previdência com foco no que chama de privilégios do setor público e a diferença no teto das aposentadorias de servidores e aposentados pela iniciativa privada.

Meirelles comentou ainda o anúncio do governo de bloqueio de 16,2 bilhões de reais em despesas do Orçamento de 2018, sendo 8 bilhões de reais por cautela com receitas previstas via privatização da Eletrobras e outros 8,2 bilhões de reais com remanejamento de gastos, que precisam de aval do Congresso ainda.

"Nós estamos no início do ano, a arrecadação está crescendo e precisamos aguardar a evolução da arrecadação para ver se é possível o desbloqueio", afirmou.

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