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Dólar tem leve alta ante real de olho no exterior

05/03/2018 10h43

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava com pequena alta ante o real nesta segunda-feira, de olho na cena externa e cauteloso diante da ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar importação de aço e alumínio, o que pode gerar uma guerra comercial global.

Às 10:42, o dólar avançava 0,25 por cento, a 3,2587 reais na venda, depois de encerrar o pregão passado com leve baixa de 0,13 por cento. O dólar futuro tinha elevação de cerca de 0,10 por cento.

"As ameaças de protecionismo do governo Trump e a indefinição na Itália, com avanço dos partidos de extrema direita, levaram os investidores a evitar ativos de risco", trouxe a SulAmérica Investimentos em relatório.

Na semana passada, Trump anunciou que aplicaria tarifas de 25 por cento de importação de aço e de 10 por cento em alumínio, o que gerou onda de protestos ao redor do globo. Nesta manhã, via Twitter, o presidente norte-americano aparentemente sugeriu que Canadá e México poderão ser isentos das planejadas tarifas se assinarem novo acordo comercial do Nafta e tomarem outras medidas.

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a União Europeia deve agir com urgência na Organização Mundial do Comércio (OMC) se os Estados Unidos seguirem em frente com a imposição das tarifas de aço e alumínio.

No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas e frente ao euro, também em decorrência da eleição inconclusiva na Itália. O dólar também avançava ante moedas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

A Itália enfrentará um período prolongado de instabilidade política, depois que a eleição de domingo gerou um Parlamento sem maioria e mostrou que uma quantidade recorde de eleitores esnobou partidos tradicionais, preferindo siglas anti-establishment e de extrema-direita.

O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção para o mercado cambial nesta segunda-feira, por enquanto. Em abril, vencem 9,029 bilhões de dólares em swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro.

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