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BC fará um "esforço maior" para reduzir compulsório, mas não de "forma afoita", diz Ilan

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central pretende fazer um esforço maior para reduzir os níveis de recursos que os bancos devem manter obrigatoriamente depositados na autoridade monetária como forma de reduzir os juros dos empréstimos, disse o presidente da instituição, Ilan Goldfajn, em entrevista veiculada nesta quinta-feira.

“Vamos tentar resolver, já começou a reduzir no ano passado e vai ter um esforço maior”, disse Ilan em entrevista gravada com o canal My News, no YouTube, no dia 2 de março. “Vamos acabar com essa desculpa (dos bancos) ao longo do tempo, mas não vamos fazer isso de forma afoita.”

O presidente do Banco Central, porém, não forneceu detalhes, prazos ou os objetivos que busca conseguir. Segundo ele, é preciso “atacar as causas” dos juros altos praticados aos consumidores, citando “compulsório, impostos, falta de garantia, problemas regulatórios”, e “insistir na concorrência”.

“Estamos no caminho certo, no caminho de atacar as causas não de forma voluntariosa”, afirmou.

Os consumidores também devem buscar alternativas em outros bancos e cooperativas de crédito, além de pedir descontos quando decidirem pagar um empréstimo à vista, defendeu Ilan.

“Muitas vezes a pessoa tem uma conta em um banco e fica com preguiça… você pode ir para outro banco, o que a gente chama de portabilidade… barganhar entre os bancos”, acrescentou.

No fim do ano passado, o BC reduziu as alíquotas de depósitos compulsórios sobre recursos à vista e à prazo, permitindo que bancos ampliassem a oferta de crédito em 6,5 bilhões de reais. À época, o BC informou que a decisão “segue as políticas de simplificação do recolhimento compulsório e de redução gradual da complexidade operacional existente”.

Apesar da mínima histórica da taxa básica de juros, em 6,75 por cento ao ano, os bancos elevaram o preço de linhas para pessoas físicas entre dezembro e janeiro, mesmo com queda na inadimplência. O custo do crédito pessoal ficou em 122,6 por cento ao ano, informou o BC no mês passado.

(Por Iuri Dantas)

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