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China culpa EUA por seu superávit comercial conforme Trump eleva tarifas

Por Ben Blanchard e Brenda Goh

PEQUIM/XANGAI (Reuters) - A China culpou as restrições a exportações dos Estados Unidos pelo seu superávit comercial recorde com os norte-americanos, mas expressou esperança de que uma solução possa ser encontrada para resolver as questões comerciais entre as duas maiores economias do mundo no momento em que os EUA elevam tarifas.

Pequim está se preparando nesta quinta-feira para o anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, de tarifas até 60 bilhões de dólares sobre importações chinesas, elevando os temores de que os dois países possam estar caminhando para uma guerra comercial.

As tarifas se concentraram em produtos chineses de alta tecnologia. Trump diz que Pequim forçou as empresas norte-americanas a transferir sua propriedade intelectual para a China como uma condição para fazerem negócios no mercado chinês.

Washington também está pressionando a China para reduzir seu expressivo superávit comercial de 375 bilhões de dólares com os Estados Unidos em 100 bilhões de dólares.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, disse que é injusto lançar críticas sobre comércio desleal se os Estados Unidos não venderem para a China o que querem comprar, referindo-se aos controles de exportação norte-americanos de alguns produtos de alta tecnologia.

"Quantos grãos de soja a China deve comprar para se igualar a uma aeronave da Boeing? Ou, se a China comprar um certo número de aeronaves da Boeing, os Estados Unidos deveriam comprar um número igual de C919?" disse Hua, mencionando o novo jato de passageiros desenvolvido pela China.

No entanto, a China ainda espera que possa manter conversas construtivas com os Estados Unidos em um espírito de respeito mútuo para buscar uma solução que beneficie ambos os países, acrescentou ela.

As exportações agrícolas norte-americanas para a China totalizaram 19,6 bilhões de dólares no ano passado, com embarques de soja representando 12,4 bilhões de dólares.

(Por Ben Blanchard e Brenda Goh)

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