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Ibovespa fecha em baixa pressionado por Wall Street

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice de ações da B3 fechou em queda nesta sexta-feira, após sessão volátil, com fortes perdas em Wall Street novamente minando o pregão local, conforme persistem os temores de guerra comercial entre as principais economias do mundo.

O Ibovespa encerrou em baixa de 0,46 por cento, a 84.377 pontos. O volume financeiro somou 10,2 bilhões de reais. Na semana, o índice contabilizou um decréscimo de 0,6 por cento.

Em Wall Street, os principais índices acionários fecharam com recuos razoáveis novamente, diante de persistentes temores do conflito comercial entre Estados Unidos e China. O S&P 500 recuou 2 por cento.

O governo norte-americano anunciou na véspera intenção de taxar cerca de 60 bilhões de dólares em importações chinesas, entre outras medidas, e a China anunciou durante a madrugada que irá adotar medidas de reciprocidade.

Apesar do quadro externo desfavorável, a expectativa de recuperação da economia brasileira e o patamar recorde de baixa da taxa básica de juros no país, entre outros fatores, seguem alimentando visões positivas para a bolsa local.

Nem a forte saída de capital externo do segmento Bovespa desde o final de janeiro esfriou os ânimos.

"O fundamento ainda é bom, enxergamos mais como uma oportunidade de compra do que início de correção maior", afirmou o diretor da área de renda variável do Credit Suisse para a América Latina, Emerson Leite.

DESTAQUES

- ESTÁCIO ON e KROTON ON perderam 3,86 e 3,50 por cento, respectivamente, na ponta negativa do Ibovespa, contaminadas pelo resultado da rival Ser Educacional, considerado fraco por analistas. SER ON, que não está no Ibovespa, desabou 21,24 por cento.

- B3 caiu 2,12 por cento, também entre as maiores pressões negativas do Ibovespa. A partir de segunda-feira, a ação da empresa passa a ser negociada com o código B3SA3.

- ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,48 por cento e BRADESCO PN avançou 0,68 por cento, limitando as perdas do Ibovespa, dada a relevante fatia que ambos detêm no índice. BANCO DO BRASIL recuou 0,7 por cento e SANTANDER UNIT cedeu 0,62 por cento.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON subiram 0,14 e 0,34 por cento, respectivamente, tendo como pano de fundo o avanço do petróleo no exterior. Investidores também seguem na expectativa da revisão do contrato da cessão onerosa, assinado em 2010 entre a companhia e o governo.

- SUZANO ON subiu 2,12 por cento, ainda beneficiada pela repercussão positiva do anúncio de fusão com a rival Fibria e anúncios de aumentos de preço da celulose por rivais. No acumulado do ano, a ação acumula valorização de quase 80 por cento.

- TAESA UNIT avançou 2,81 por cento, tendo no radar relatório do UBS na véspera elevando a recomendação das ações da transmissora de energia para "compra", com os analistas enxergando relação risco versus retorno atrativa e dividendos maiores em 2018.

- VALE ON cedeu 0,79 por cento, após os futuros do aço e do minério de ferro na China desabarem em meio à escalada das tensões entre o país asiático e os EUA, além da fraca demanda pelo aço.

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