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Ações defensivas elevam mercados acionários conforme Europa supera queda em tecnologia

Por Danilo Masoni e Helen Reid

LONDRES/MILÃO (Reuters) - Ações defensivas ganharam o dia nos mercados europeus nesta quarta-feira, elevando os índices regionais, apesar das grandes perdas no setor de tecnologia, em meio à preocupação com uma ofensiva regulatória.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,53 por cento, a 1.446 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,46 por cento, a 369 pontos.

O STOXX foi impulsionado por ações de saúde e bens de consumo - conhecidos como "defensivos" devido aos seus grandes dividendos.

O índice de serviços públicos subiu 3,2 por cento, seu melhor ganho diário em 21 meses.

As ações de saúde avançaram 1,6 por cento, liderada pela Shire, que subiu 14 por cento com notícias de que a maior fabricante de medicamentos do Japão, a Takeda Pharmaceutical 4502.T, estava considerando uma oferta pela empresa britânica.

Os gigantes da indústria de bens de consumo Nestlé, Unilever e British American Tobacco estavam entre as mais fortes altas.

O setor de tecnologia recuou 1,8 por cento, impactado por preocupações sobre repressão regulatória após alegações de violações de privacidade contra o Facebook, com investidores buscando setores defensivos tipicamente favorecidos em tempos de estresse do mercado.

A tecnologia foi o principal motor da alta para máximas recordes nos mercados de ações globais e os investidores estão preocupados com o fato de que um aumento na regulamentação possa provocar uma nova liquidação.

A Amazon caiu 5 por cento depois de notícias de que o presidente Donald Trump está considerando alterar seu tratamento fiscal.

"Um fluxo recente de notícias negativas agiu como um gatilho para as vendas no setor de tecnologia dos EUA. Mas a causa principal ... são métricas de avaliação extremamente esticadas que geraram um desalinhamento considerável com os fundamentos, principalmente para as grandes ações de tecnologia", disse o UniCredit em nota.

As ações de tecnologia na Europa caíram 9,5 por cento em relação ao pico do final de 2017, mas permanecem entre os melhores desempenhos setoriais da região ao longo do último ano, com alta de 2,5 por cento.

Os papéis das fabricantes de chips AMS, STMicro e Infineon tiveram as maiores perdas entre os papéis de tecnologia.

"No que diz respeito aos semicondutores, o temor vem do ambiente de más notícias que está se acumulando em torno do funcionamento e do teste de veículos autônomos", disse o analista do IG Alexandre Baradez.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,64 por cento, a 7.044 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,25 por cento, a 11.940 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,29 por cento, a 5.130 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,55 por cento, a 22.331 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,86 por cento, a 9.555 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,33 por cento, a 5.357 pontos.

(Por Danilo Masoni e Helen Reid)

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